Comissão de Saúde recebe Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe em reunião on-line

Redação, 08 de Abril , 2021

 

A Comissão de Saúde, Direitos Humanos, Assistência Social e Defesa Do Consumidor da Câmara Municipal de Aracaju realizou na tarde desta quinta-feira, 8, uma reunião remota com a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), Shirley Morales, para acompanhar os detalhes do andamento da pandemia no Estado.

Participaram do encontro o presidente da Comissão Manuel Marcos (PSD), o secretário Cícero do Santa Maria (PODE), e os membros Isac Silveira (PDT), Eduardo Lima (Republicanos) e Linda Brasil (PSOL), além de Ângela Melo (PT), Sheyla Galba (Cidadania), Ricardo Marques (Cidadania), Fabiano Oliveira (PP), Anderson de Tuca (PDT), Sargento Byron (Republicanos) e Pastor Diego (PP).

O presidente da Comissão apresentou preocupação com a estrutura dos hospitais do interior. “Nós poderíamos juntos com o Plenário da Câmara, unindo todos os 24 vereadores para dar mais força, exigir dos órgãos competentes os números exatos de leitos e de lista de espera da UTI. Precisamos deste quadro transparente.  Todos os profissionais de saúde estão trabalhando além de suas forças e nesta hora não existe qual categoria é mais importante, todos estão salvando vidas neste momento difícil”, ponderou Manuel Marcos.

De acordo com a presidente Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, Shirley Morales, os números apresentados sobre a pandemia não são compatíveis com a realidade. “Encaminhamos uma carta, junto com outros órgãos, solicitando um lockdown, queríamos que fosse gerido pelo Governo federal, devido a negativa, agora estamos apelando para Estados e municípios. Atualmente estamos com 94.66% de leitos de UTI ocupado, só que não é realidade, porque quando vamos apurar, as vagas não existem. No HUSE dizem que existem 34 leitos de UTI e isso não é verdade, porque são apenas 26 destinados apenas para COVID, o restante é para o restante da população. É esta prática que estão adotando”, revelou.

Linda Brasil parabenizou a sindicalista pela atuação e comentou sobre a perda de uma assessora. “Pedir uma assessora no mês passado para a Covid. Ela estava internada no Nestor Piva e diziam que tinha 60% de ocupação dos leitos de UTI e ela teve que ser transferida para Estância, necessitou de hemodiálise e lá não tinha, quando conseguiu ser transferida para o Cirurgia não resistiu e morreu. Imagino o sofrimento dos profissionais de saúde de muitas das vezes não terem como cuidar por falta de equipamento ou estrutura, por isso, estou participando de um movimento nacional para apurar tudo sobre a Covid”.

Isac Silveira afirmou que muitas das vezes os sindicatos não são compreendidos. “Venho de sindicato e sei o quanto somos subestimados. Também estão subestimando a pandemia, já se fala em uma quarta onda nos Estados Unidos, aí o que fico pensando: vamos esperar que as academias formem mais médicos intensivista, porque não fizeram isso desde o início? Temos tantos enfermeiros desempregados que poderiam está sendo aproveitados. Já está na hora dos enfermeiros estarem sendo capacitados para avançar cada vez a mais. O governador diz que não pode abrir leitos porque não tem equipe”.

Sheyla Galba relatou o desespero dos profissionais da saúde que estão trabalhando na linha de frente. “É muito difícil para os profissionais de saúde, vi nos olhos de uma enfermeira que demonstrava desespero e olhar exalto de trabalhar de forma intensiva. Recebi uma denúncia da filha de uma paciente que estava internada na parte da prefeitura do hospital e faltou um medicamento e na parte do Estado tinha, a paciente veio a óbito. Isso é revoltante”.

A vereadora Ângela Melo apresentou sua posição favorável ao lockdown, junto com políticas públicas para a população. “Sou defensora do lockdown há muito tempo, só que associado a políticas públicas como renda básica e baixa dos impostos para que as pessoas possam ficar em sua casa com a alimentação garantida. Quem mais está lucrando com a pandemia são os empresários da área de saúde. Quero saber se o sindicato dos enfermeiros compõe o comitê de gestão da pandemia”.

Eduardo Lima solicitou ao sindicato uma estatística de profissionais afastados. “Sabemos que está pandemia vem afetando o psicológico destes profissionais de saúde e a igreja tem um papel muito importante, que sempre recebe relatos dos profissionais. Quero saber se o sindicato tem este levantamento?”, questionou.

Pastor Diego falou sobre o momento caótico vivenciado com a pandemia. “Estamos em um ambiente caótico. Fiquei com minha filha internada com suspeita de covid e não podia nem colocar o pé fora do quarto. Sugiro que a Comissão convoque a secretária de saúde do Estado e do município para tirar todas as dúvidas e sanar estes problemas”.

Fonte: Ascom CMA

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