Primeiro milagre de Santa Dulce dos Pobres foi em Itabaiana, cidade se tornou devota

Redação, 24 de Outubro , 2021 - Atualizado em 24 de Outubro, 2021


Milagre na cidade do agreste sergipano foi peça chave para a canonização de Santa Dulce pelo Vaticano que comemorou dois anos no último mês

Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa genuinamente brasileira, tem uma relação estreita com o Estado de Sergipe, sendo conhecida, especialmente, pelo início da sua vida religiosa na cidade de São Cristóvão. Mas, o que poucos sabem é que foi na cidade de Itabaiana, região agreste de Sergipe, que ocorreu um dos milagres comprovados pela Santa.

O processo da causa de canonização da religiosa baiana Maria Rita Lopes Pontes, a Irmã Dulce (1914-1992), foi iniciado em janeiro de 2000 e seu primeiro milagre foi validado pela Santa Sé em 2003, pelo então papa João Paulo 2º. Santa Dulce dos Pobres foi canonizada em 2019 em cerimônia chefiada pelo Papa Francisco, no Vaticano.

O milagre reconhecido teria acontecido na Maternidade São José, em Itabaiana, quando uma mãe, no pós-parto, teve uma hemorragia controlada devido às orações feitas em louvor a até então irmã Dulce. Logo após o parto, dizem dois relatórios de médicos que participaram do procedimento, a sergipana apresentou um quadro gravíssimo de hemorragia. Nos relatórios, os médicos afirmam que as possibilidades de tratamento se esgotaram ao longo das 28 horas em que a paciente foi submetida a três cirurgias, contudo, ela sobreviveu.

Pela versão apresentada e que sustentou a beatificação pelo Vaticano, a mudança no quadro ocorreu porque o padre José Almi de Menezes rogou à Irmã Dulce, de quem era devoto, o salvamento da paciente. Ele pediu que uma imagem da religiosa fosse levada à maternidade. Durante as orações, a hemorragia parou -o que, na associação feita pelos religiosos, se constituiu como o milagre reconhecido pelo Vaticano.

No processo de investigação, o caso foi analisado por dez médicos brasileiros e seis italianos, e nenhum deles encontrou uma explicação científica para a sobrevivência e a recuperação tão rápida da paciente sergipana. A história se tornou decisiva para que a população itabaianense demonstrasse até hoje sua devoção à Santa dos Pobres.

O professor doutor do curso de História da Unit, Rony Rei do Nascimento Silva, explica que no dia 13 de outubro de 2020, a cidade serrana recebeu uma imagem de 7 metros, considerada a maior do mundo em homenagem à santa baiana. “Feita por um artista plástico de Aracaju, a escultura foi instalada em um mirante que, ao todo, totaliza 23 metros de altura, justamente no local onde foi construída a casa de acolhimento com o nome Santa Dulce, considerada o novo cartão postal para a cidade de Itabaiana”.

Na cidade, é possível encontrar ainda em funcionamento a Casa Santa Dulce dos Pobres que tem por objetivo reunir um conjunto de atividades sociais, artísticas e religiosas que atendam indivíduos em vulnerabilidade e risco social, especialmente pessoas em situação de rua e com deficiência intelectual. Mantida a partir de doações de empresários locais e pessoas de boa vontade, que movidas por um espírito de voluntariado, somam ações no combate às disparidades sociais.

Assessoria de Imprensa

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