Cachês de cantores disparam na retomada e atestam domínio sertanejo

Redação, 01 de Novembro , 2021 - Atualizado em 01 de Novembro, 2021


Com a melhora da situação sanitária no país, promotores de eventos aceleram os preparativos para a retomada dos grandes shows no Brasil. Mas os profissionais foram surpreendidos por um fenômeno: os cachês dos artistas dispararam durante a pandemia. Um show de Gusttavo Lima, maior nome do sertanejo na atualidade, não sai por menos de R$ 700 mil e pode chegar até R$ 1, 2 milhão. O levantamento foi publicado pelo jornal Extra.

O Embaixador está com a agenda lotada depois de negociar a venda de shows para um fundo de investimentos, E o interesse nas apresentações do artista é tamanho que os ingressos para um show marcado para o dia 11 de dezembro estão sendo revendidos por até R$ 2 mil.
Quem trabalha no setor de eventos entende que o aumento da demanda por shows ao vivo explica a explosão nos valores dos cachês. Um princípio básico da economia: a lei da oferta e da procura. Com shows ainda escassos, os que acontecem acabam custando mais. E, no caso dos artistas sertanejos, a alta também é explicada pelo domínio do gênero nos charts de todo o país: com o estilo bombando, artistas do segmento ficam mais valorizados.

Marília Mendonça é outro bom exemplo disso. Recordista de público nas lives realizadas no auge da pandemia, a cantora dobrou o cachê cobrado por uma apresentação. Antes da covid-19, a Rainha da Sofrência fazia o povo cantar as dores de cotovelo por R$ 250 mil. Agora, a terapia embalada pelo vozeirão da mais nova morena do pedaço não sai por menos de R$ 500 mil, mesmo valor pedido por um apresentação da dupla Chitãozinho & Xororó. Fora do sertanejo, João Gomes se destaca. Expoente do piseiro, o jovem chega a cobrar R$ 400 mil reais por show. No caso dele, no entanto, a explosão veio depois de uma apresentação no Domingão com Huck, em que cantou ao lado de Ivete Sangalo.


Por: Léo Dias

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