Vale a pena deixar o seu dinheiro no FGTS?

Carlos Eloy, 07 de Agosto , 2017 - Atualizado em 08 de Agosto, 2017

O FGTS ( Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) é um recurso depositado pelas empresas, todos os meses, nas contas dos trabalhadores que exercem suas funções através do regime de CLT ou, popularmente conhecida por aqueles que estão empregados, como carteira assinada.

Desde sua concepção, em 1967, o FGTS foi pensado para servir como um colchão de segurança para o trabalhador, uma forma de ele manter seu sustento e de sua família quando estiver passando por momentos difíceis, ou seja, seria como uma poupança para o trabalhador. Podemos exemplificar assim:

O empregador faz um depósito todo mês de um valor correspondente a 8% do salário do empregado e essa quantia é corrigida 3% ao ano.
Se ocorrer um evento inesperado na vida do trabalhador (demissão sem justa causa, doença grave, extinção da empresa, etc.), ele tem direito a sacar esse valor.

 

 

Em 2015 foi aprovado a liberação por parte do Governo Federal, a liberação para saques das contas inativas até 31 de dezembro de 2015.
A notícia obviamente deixou grande parte da população animada e ansiosa para colocar esse dinheiro no bolso. Já foram liberados mais de R$ 44 bilhões dessas contas inativas.

Mas, por que não vale a pena deixar o seu dinheiro no FGTS?

Para verificarmos se realmente vale a pena deixarmos o dinheiro no FGTS, vamos comparar qual seria o rendimento na quantia de 10 mil reais, no período de 30 anos, com outros investimentos:
Para o FGTS teríamos, nesse período, um Patrimônio Acumulado de R$ 24.272,62 com uma renda mensal de R$169,91.
Se fosse na POUPANÇA, teríamos um patrimônio acumulado no valor de R$ 66.142,66 com renda mensal de R$ 463,01.
Já no 100% CDI, o patrimônio acumulado seria de R$ 391.158,98 com uma renda mensal de R$ 2.738,11.

Particularmente gosto bastante das aplicações de LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), são dois tipos de investimento em renda fixa isentos de Imposto de Renda que costumam garantir retornos bem superiores ao da caderneta de poupança.
Para quem sacou o FGTS e não sabe o que fazer, sugiro algumas opções interessantes:

- Pagamento de Dívidas:

 

Quem tem qualquer tipo de dívida deve sacar todo o dinheiro depositado na conta inativa do FGTS e quitá-la o mais rápido possível para evitar o pagamento de juros, recomendo que quem está endividado deve quitar primeiro as dívidas mais caras, como cartão de crédito (juros médios de 484,6% ao ano, segundo o Banco central) e cheque especial (328,6% ao ano).

– Se a pessoa está com o nome na lista de inadimplentes dos serviços de proteção ao crédito, porque atrasou pagamento de prestações, esta também é uma boa oportunidade de negociar com os credores e limpar o nome;

– Aqueles que têm um bem financiado, por exemplo um carro, em 60 meses, ou uma geladeira, em dez vezes, podem antecipar o pagamento de algumas prestações, com o desconto dos juros.

Para quem quer empreender:

– Com a economia em recessão, as vendas em queda e a confiança do consumidor ainda muito baixa, tem que ser muito bem planejado, como estudar o mercado onde pretende atuar.

– Embora as quantias a serem sacadas do FGTS não sejam tão elevadas, podem servir para complementar a entrada de um pequeno negócio (microfranquias), também serve para aumentar o capital de giro de quem compra mercadorias nas capitais, como roupas, e revende no interior.

Seja qual for a sua opção converse com o gerente do seu banco para ver a melhor solução!
” O planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes” Peter Drucker

Adm. Carlos Eloy Filho

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