O turismo pode ser impactado pelas tecnologias do metaverso?

O metaverso veio para ficar, e diversos setores da economia precisam se adaptar à nova realidade. Saiba como o metaverso pode impactar o setor de turismo.

Noticias, 12 de Janeiro , 2022 - Atualizado em 12 de Janeiro, 2022

 


Com a popularização cada vez maior do metaverso, é natural que nasça toda uma economia em volta dessa tecnologia. Assim, novos setores econômicos são criados e passam a prosperar.

No entanto, setores tradicionais também podem se adaptar a essa nova tecnologia: já existem corretores imobiliários para terrenos virtuais, designers para ambientes digitais e diversas marcas usando tecnologias de ponta para levar seus produtos ao metaverso.

Mas e setores que são, num primeiro momento, totalmente diferentes do princípio do metaverso? Um deles é o turismo que, segundo alguns dizem, pode perder força caso esse conceito se popularize. Mas será mesmo?

Neste artigo, será possível ver medidas que as empresas do setor turístico podem tomar para continuar relevantes e, quem sabe, aumentar ainda mais os seus lucros, oferecendo passagens de ônibus baratas e gerando um ambiente de coexistência muito saudável entre o mundo físico e o digital.

Metaverso: afinal, o que isso significa?

Mas, afinal, o que é esse metaverso do qual todos estão falando? É preciso entender do que ele se trata antes de falar do seu impacto no setor do turismo.

Metaverso é definido como um mundo virtual no qual as pessoas podem interagir, compartilhando experiências e ativos digitais. Integra conceitos de internet, blockchain e diversos outros para criar um verdadeiro mundo online.

Será possível, por exemplo, comprar terrenos digitais, “entrar” neles com óculos de realidade virtual, ter um contrato inteligente garantindo que o bem foi passado para o seu nome e gerar toda uma economia associada ao local.

Para citar um exemplo, basta falar sobre uma tecnologia que foi febre no Brasil e no mundo todo anos atrás: Pokémon GO.

Através da realidade aumentada, era possível ir a locais físicos e achar ativos digitais (os pokémons) e colecioná-los, fazendo inclusive batalhas entre os bichinhos em cenários do mundo real.

Especialistas afirmam que, no futuro, haverá pouca diferença entre a realidade física e a realidade digital, com as duas trocando informações a todo instante.

Realidade aumentada e realidade virtual

Os princípios de realidade aumentada e realidade virtual são fundamentais para o sucesso do setor de turismo no mundo conectado.

Através da realidade virtual, é possível que os clientes utilizem óculos virtuais e vejam seus pontos turísticos e quartos de hotel em tamanho real, tendo uma ideia da experiência que terão ao estar no local.

Já existem locais que utilizam essa tecnologia, como museus e pontos históricos. No entanto, com o barateamento dessa tecnologia, qualquer empresa terá acesso aos benefícios que ela pode trazer.

Além disso, a realidade aumentada pode gerar uma conexão entre dispositivos móveis, como celulares, smartwatches e outros, melhorando ainda mais a experiência do usuário.

Com a realidade aumentada, seria possível ver a distância do avião ao país de origem, interagir com assistentes virtuais temáticos de acordo com o local de viagem, entre outros. Tudo isso para garantir uma maior imersão durante o período de viagem.

NFTs

NFT é a sigla para non fungible token (ou seja, token não fungível). Basicamente, isso significa que o NFT é um ativo digital único. Sendo assim, ter um NFT de algo dá direito de propriedade ao usuário.

Imagine, então, um turista indo ao museu do Louvre e ganhando NFTs exclusivos da Mona Lisa emitidos pelo próprio museu? Ou então, indo à Itália e ganhando um NFT da Torre de Pisa dado diretamente pelo governo italiano?

Esses NFTs podem servir de importantes memórias para o turista, além de poderem ser vendidos para colecionadores interessados em comprá-los.

Os ativos digitais poderiam ser utilizados em redes sociais e jogos em blockchain, gerando muita diversão e aumentando a interação entre as pessoas.

Empresas turísticas podem transformar fotos da viagem em NFTs, guardando para sempre a memória na blockchain.

Pagamentos e contratos inteligentes

Contratos inteligentes são tecnologias provenientes dos criptoativos que estão intimamente relacionados ao metaverso. Afinal, as transações de ativos no metaverso são, muitas vezes, feitas através dessa tecnologia nativa da blockchain.

Através do contrato inteligente, é possível associar a compra de entradas para um museu físico à compra de entradas para um museu digital. Assim, o visitante poderá conferir a atração turística no mundo físico e no metaverso.

Além disso, é possível simplificar os pagamentos feitos em viagens. Isso diminuiria a burocracia associada às viagens, por exemplo, diminuindo o tempo e o dinheiro gasto nessas operações.

Essas são apenas algumas das muitas medidas que podem ser tomadas para integrar o setor de turismo ao metaverso. Essa página da história ainda está nas primeiras linhas e será possível ver uma série de inovações na área.

 

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