Veja qual? E como será o tratamento da doença que afastou Wesley Safadão

Noticias, 02 de Julho , 2022 - Atualizado em 02 de Julho, 2022

 


O cantor Wesley Safadão vai precisar se afastar temporariamente dos palcos por conta de uma hérnia de disco, conforme informou a assessoria de imprensa. Ele tem se queixado de dores intensas nas costas e dormência nas pernas. Na noite de quarta-feira, 29, ele precisou ser internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O diagnóstico: hérnia de disco, doença que o cantor descobriu em 2018 ainda em fase inicial.

O neurocirurgião Guilherme Rossoni explica que a hérnia de disco atinge quase 6 milhões de brasileiros, sendo os homens, a partir de 35 anos, geralmente, os mais afetados. "É uma lesão nos discos cartilaginosos intervertebrais, que funcionam como ‘amortecedores’ de impacto e evitam o atrito e o contato direto e doloroso entre as vértebras. Quando um destes discos sofre deslocamento, ou seja, sai do eixo, pode comprimir a medula ou os nervos, provocando dores na coluna com irradiação para braços ou pernas, perda de sensibilidade, formigamento, dificuldade para andar e até perda do controle urinário”.
Ainda, segundo o médico, muitas pessoas têm receio de buscar tratamento para a doença, pois acreditam que a solução será sempre cirúrgica, o que é um mito. “Cerca de 90% dos pacientes que sofrem com problemas de hérnia de disco não precisam realizar cirurgia na coluna vertebral, podendo tratar com métodos não invasivos”, conta Guilherme.
As principais causas são má postura, fatores hereditários, tabagismo, esportes em excesso, traumas diretos, idade avançada e sedentarismo. E, assim como relatou o cantor Wesley Safadão, os sintomas mais comuns são dores localizadas nas regiões onde existe lesão discal, podendo irradiar para outras partes do corpo. O diagnóstico é feito clinicamente acompanhado de exames de raio-x, tomografia e ressonância magnética, que ajudam a identificar a localização e o tamanho da lesão.
DESGASTE
O fisioterapeuta Luiz Felipe Giacomelli, especialista em Fisioterapia Esportiva, explica que a hérnia de disco acontece quando há o desgaste dos discos intervertebrais - que são em forma de anel - ou dos discos localizados entre as vértebras que formam a coluna espinhal. “Esses discos são formados por tecido cartilaginoso e elástico, com a função de evitar o atrito entre uma vértebra e outra. Quando eles saem da posição e atingem o canal vertebral, causam dor”. 
Quando a hérnia é cervical, as dores são locais ou irradiadas para os braços, mãos e dedos. Quando a hérnia é lombar, as dores são locais ou irradiadas para pernas e pés. A pessoa também pode sentir formigamento, dormência nos membros nos casos mais graves e até perda de força nas pernas e incontinência urinária. A doença é relativamente comum e que recebe com frequência pacientes com dificuldade de locomoção e incapacitados de trabalhar, porque não buscam ajuda na fase inicial dos sintomas.

“No caso do cantor, que é de dor lombar e com dificuldade de respirar, a dor deve estar muito intensa porque, da região lombar para a torácica, há uma distância considerável. Então, realmente é preciso diminuir as viagens, ritmo de shows, pois há muito movimento, muitas horas em pé. O tratamento é obrigatório e é preciso estabilizar a musculatura profunda da coluna e controlar a parte inflamatória para gradualmente ir retomando a rotina”, destaca Luiz Felipe.
TRATAMENTOS
O neurocirurgião diz que, a princípio, o tratamento tem o objetivo de aliviar a dor causada pela inflamação e relaxar a musculatura contraturada, devolvendo a mobilidade ao paciente. “O tratamento pode incluir atividade física dirigida, como pilates, musculação e outros. No consultório pode ser feito bloqueio, em que são realizadas infiltrações de medicamentos como anestésicos, corticoides e anti-inflamatórios”.
Em último caso, é indicada a cirurgia. Porém, a técnica é minimamente invasiva, como no caso da cirurgia endoscópica da coluna. “O cirurgião consegue acessar e remover a hérnia de disco, além de descomprimir a região, causando um dano mínimo nas estruturas da coluna e na musculatura. Isto permite um pós-operatório com elevada taxa de sucesso, menos dor, alta hospitalar no mesmo dia e retorno precoce às atividades normais”, ressalta o especialista.

Por: AGazeta

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