Por que salsicha faz mal para a saúde? De que é feita? Tem uma porção segura para consumo?

O alimento é obtido por meio da emulsão de carne de uma ou mais espécies de animais de açougue e submetido a um processo térmico adequado

Redação, 05 de Abril , 2023

Ingrediente principal do cachorro-quente, a salsicha é um embutido e seu consumo é bastante controverso. O alimento industrializado contém grandes quantidades de gorduras, conservantes, aditivos, sódio e colesterol. Porém, pelo fato de seu preço estar mais acessível do que a carne vermelha, é comum que ela esteja presente com frequência na dieta de muitos brasileiros.

"A salsicha é um ultraprocessado, mas fornece uma grande quantidade de proteínas. Isso pode contribuir para reduzir a desnutrição calórica. No entanto, é importante lembrar que é preciso consumir com moderação e este alimento deve fazer parte de uma dieta equilibrada para não ser prejudicial ao organismo", destaca Paulo Henkin, nutrólogo e diretor da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia)

Do que é feita a salsicha?

Há diversos tipos de salsichas disponíveis no mercado. De forma geral, é possível encontrar as que são produzidas com carne bovina, suína ou de frango. Elas costumam ser feitas daquela carne que sobra e fica presa no osso do animal e também de miúdos moídos.

O alimento é obtido por meio da emulsão de carne de uma ou mais espécies de animais de açougue e submetido a um processo térmico adequado. Portanto, ocorre uma mistura de carne com a umidade da gordura. Como todos os ultraprocessados, ela apresenta mais calorias, sódio, corantes e conservantes do que o recomendado. Andrea Pereira, nutróloga do Hospital Israelita Albert Einstein.

Os conservantes e aditivos são incorporados na salsicha para garantir seu aspecto, textura, sabor e cor.

Quantidade recomendada

Não existe uma quantidade recomendada. De acordo com os especialistas consultados por VivaBem, o ideal é que seja uma comida de exceção, ou seja, a salsicha deve ser consumida em pequenas quantidades e, de preferência, uma ou duas vezes por semana, no máximo.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), consumir cerca de 50 g de carne processada diariamente já é arriscado para a saúde. Neste caso, a quantidade seria equivalente a ingerir uma salsicha por dia.

Vale destacar que um cachorro-quente ou um espaguete com salsicha, em uma dieta equilibrada, não oferece risco à saúde. A hipótese do risco aparece no consumo quase diário de dietas pobres em variedade de nutrientes.

Riscos do consumo em excesso

Consumir salsicha regularmente, com outros ultraprocessados, como mortadela, linguiça, hambúrguer e frango empanado (nuggets), aumenta o risco de diversas doenças e compromete bastante a saúde.

Um dos riscos citados com frequência pelos pesquisadores é o aumento do risco de câncer. De acordo com um estudo divulgado no periódico American Journal of Preventive Medicine, o consumo de ultraprocessados está relacionado à morte prematura de 57 mil pessoas por ano no Brasil.

 

Diário Nova Cruz


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