Porque as farmácias pedem o CPF na compra

Redação, 04 de Junho , 2023 - Atualizado em 04 de Junho, 2023

 

foto: ilustrativa

 

 

A solicitação do CPF no momento da compra nas farmácias tem gerado polêmica e preocupação entre os consumidores. A falta de transparência sobre o uso dessas informações tem levantado questionamentos sobre a proteção dos dados pessoais e a privacidade dos indivíduos.

Muitas vezes, os clientes digitam o CPF na hora de finalizar a compra em busca de descontos, sem saber exatamente como esses dados serão utilizados. A falta de clareza sobre a relação entre o fornecimento do CPF e o desconto oferecido pode limitar a liberdade do consumidor de tomar a decisão consciente de compartilhar suas informações.

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) destaca a baixa maturidade das empresas do setor varejista farmacêutico em relação à proteção da privacidade e dos dados pessoais. A ausência de informação adequada aos titulares dos dados é um entrave para o exercício do direito à informação.

O CPF é um dado sensível que pode abrir portas para a obtenção de mais informações sobre os indivíduos. A partir dele, as empresas podem obter dados como endereço, telefone, estado civil e até mesmo as escolhas de produtos e frequência de compras. Essas informações geram insights e insumos para estratégias de vendas, mas devem ser transmitidas de forma clara e transparente ao cliente.

É importante ressaltar que o Brasil é um dos países com maior número de vazamentos de dados pessoais. Em 2022, 43% dos vazamentos de dados no mundo ocorreram no país, de acordo com um relatório da empresa de cibersegurança Tenable.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras para o tratamento e proteção dos dados pessoais, exigindo que empresas e órgãos públicos informem aos usuários como utilizarão e protegerão essas informações. No caso das farmácias, que lidam com dados sensíveis, como prescrições eletrônicas dos pacientes, é fundamental garantir a segurança e evitar vazamentos que possam resultar em responsabilização civil ou sanções administrativas.

A utilização adequada dos dados, respeitando as normas da LGPD, não é um problema em si. No entanto, é essencial que as farmácias ofereçam transparência sobre o uso dos dados pessoais dos clientes. O objetivo é construir uma jornada data-driven entre a farmácia e o consumidor, garantindo benefícios mútuos e respeitando os direitos individuais.


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