Muito bem, servo bom e fiel

Redação, 18 de Novembro , 2023

33º DOMINGO DO TEMPO COMUM


 

Nossa maior vontade é a de que, chegados diante de Deus, possamos escutar essa frase, saída dos lábios do Senhor: Servo (a) bom(a) e fiel, entra na alegria do teu Senhor (Mt 25,21). Não que sejamos presunçosos e nos consideremos, desde já, merecedores daquela “porção maior” que o Senhor nos entregará. Se fosse uma questão de mérito, ninguém a receberia por si mesmo. Ele, entanto, no-la entrega gratuita e misericordiosamente. Essa é a nossa esperança imorredoura.
A Parábola deste domingo faz parte do chamado discurso escatológico de Mateus, cujo objetivo é nos apontar os caminhos de entusiasmo na fé. A comunidade do Evangelista se encontrava desmotivada, por esperar a segunda vinda do Senhor – que pensava ser próxima – e nada ainda havia acontecido. Revisitando o discurso de Marcos, Mateus aprofunda o tema dos talentos, como uma espécie de motivação na fé da comunidade, chamando a atenção para o compromisso com o Reino.
Quem é o doador dos talentos (dons variados) é o próprio Senhor. Os talentos não pertencem aos servos! Mas, cabe a estes desenvolvê-los, multiplicá-los, colocando-os a serviço do próximo. Mas, cuidado! Aqui reside um dado perigoso: o da concorrência, que pode nos retirar do lugar de servidores do Reino, para nos levar ao patamar de anunciar nossas glórias humanas, pelos feitos que realizamos, achando-os que são nossos. No Reino, tudo o que realizarmos, como oração, serviço, doação, caridade, pregação..., pertence ao Senhor, e não a nós. Somos servos e servas inúteis e não fazemos além do que é de nossa obrigação.
Vencida essa tentação, encontramo-nos diante de um imperativo do próprio Senhor: não é para ficarmos parados! Mais: NINGUÉM TEM O DIREITO DE IMPEDIR A MULTIPLICAÇÃO DOS TALENTOS ALHEIOS. Outro desafio enorme! Em geral, na comunidade eclesial, existe o medo de perda de cargos, de poder, de funções, de prestígio, de boa fama... esse perigo se faz presente quando não somos capazes de reconhecer que os dons do irmão ou da irmã, também, não lhes pertencem, mas são do único Senhor de todos!
Muito bem, servo bom! Essa expressão nos é dirigida, justamente para que passemos a ser melhores, aumentando a coragem de multiplicar os dons que recebemos. É importante salientar que nenhum de nós ficou sem receber os talentos. Mas, cada um, de acordo com a sua capacidade. Isso não pode ser motivo de inveja, de concorrência, de competitividade. Isso fica para outros projetos... não para o Reino de Deus.
O medo de não ser salvos não pode estragar a labuta multiplicadora. Quem tenta multiplicar os dons, semeando-os nas consciências, já está no caminho certo. Quem os enterra – retendo-os só para si – vai representar o servo mau e preguiçoso, incapaz de concretizar a vocação batismal de ser Sacerdote, Profeta e Rei. Tomemos muito cuidado, para que não sejamos escravos e anunciadores de nós mesmo, caindo num vazio espiritual, em que, o que vale é o acúmulo de tesouros indevidos...
Os dons recebidos são multiplicadores dos Tesouros divinos, e não humanos. É para o crescimento próprio e da comunidade de fé, que Deus nos cumula com tantos dons. Ele é MISERICÓRDIA. Ao final, vai nos dizer a todos, indistintamente: “vem participar da minha alegria”.
Boa Semana a todos”
Jerônimo Peixoto


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