Prisão de ventre afeta parte da população

Redação, 30 de Novembro , 2023

Dor de barriga, gases, dificuldades para usar o banheiro e outras situações desconfortáveis envolvendo o intestino costumam afetar aproximadamente 15% da população mundial, segundo estimativas do Colégio Americano de Gastroenterologia (ACG), e cerca de 30% dos brasileiros, conforme dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). Muitas pessoas relatam ter estes problemas ao eliminar fezes e gases, o que é popularmente conhecido como prisão de ventre, constipação intestinal, “intestino preso”, “intestino preguiçoso” ou “gases presos”. Poucos, no entanto, sabem exatamente o que causa tais problemas e, principalmente, como evitar que eles ocorram. 

De acordo com o professor Fernando Every, docente de Gastroenterologia do curso de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit), muitas situações de constipação intestinal são consequências de reações adversas provocadas por alguns medicamentos indicados para tratamentos de hipertensão arterial, depressão e dor. “A gente tem outras situações, como câncer de intestino, as que causam diminuição na movimentação do intestino, as que acometem um sistema neurológico, diabetes... Então são muitas as condições que podem causar a prisão de ventre. É importante uma avaliação detalhada pelo médico, para poder descobrir e atacar essa causa fazendo um tratamento mais efetivo”, orienta. 

Uma forma mais eficaz de detectar se há algum problema no funcionamento do intestino pode estar no formato das fezes, que precisam ser uma massa sólida, comprida e uniforme. Fernando explica que quando elas saem no formato de bolinhas endurecidas, significa que a pessoa pode estar sofrendo uma prisão de ventre ou constipação intestinal. O mesmo pode se suspeitar quando a pessoa precisa fazer muita força para evacuar ou fica com a sensação de não ter conseguido eliminar todas as fezes do reto.

Outro sinal de alerta é o tempo que a pessoa leva para fazer suas necessidades fisiológicas. Segundo o gastroenterologista, é normal que uma pessoa vá uma ou mais vezes por dia ao banheiro, o que pode variar de acordo com o ritmo do funcionamento intestinal de cada indivíduo. “Não é necessário para ser considerado normal a pessoa ir todo dia ao banheiro. Uma ida três vezes por semana é o limite da normalidade. Agora, temos que considerar outras situações: se a pessoa não tem esforço, se a fezes não são endurecidas, se não tem dor, se é necessário o uso de manobras manuais para ajudar na defecação… São todos esses elementos que a gente avalia quando verifica se um paciente tem ou não constipação intestinal”, detalha Every. 

Cuidados

Existem alguns cuidados que cada pessoa pode manter no seu dia-a-dia para evitar a prisão de ventre. Um dos principais é, ao sentir vontade de usar o banheiro, ir imediatamente ou o mais rápido possível, evitando a prática de “segurar” as fezes e a urina. esta vontade costuma acontecer pouco depois da alimentação, quando o intestino começa a se movimentar mais ativamente. 

“A gente não pode inibir esse sinal que o corpo está dando para a gente. É muito comum a pessoa inibir esse reflexo, essa situação por conta de correria no dia -a -dia, porque está fora de casa e com o tempo a pessoa vai diminuindo esse reflexo e perdendo essa característica. E pode, com os anos, passar a ter uma dificuldade para eliminar as fezes, desenvolvendo a constipação. Então, obedeça aos sinais do seu corpo. Tem vontade de ir ao banheiro, vá ao banheiro”, orienta o professor da Unit. 

Os cuidados passam também por cuidar da própria alimentação e da hidratação do corpo. A pessoa deve beber entre 1,5 ou dois litros de água por dia e consumir alimentos ricos em fibras (como arroz, linhaça, granola, aveia, flocos de milho e amêndoas), além de verduras, legumes e alimentos integrais. A atividade física também não pode ser esquecida. “O corpo humano pede movimento. A movimentação, exercício, atividade, é bom para inúmeras situações e também para a constipação intestinal”, conclui Every.  

Ascom Unit


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