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16 de maio de 2026

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Publicado em 16 de maio de 2026

Obesidade passa a ser principal fator de risco à saúde no Brasil

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A obesidade se tornou o principal fator de risco à saúde no Brasil, ultrapassando a hipertensão, que ocupou a liderança por décadas. A pressão arterial elevada agora aparece em segundo lugar, seguida pela glicemia alta.

O diagnóstico consta da análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças (Global Burden of Disease), realizado por milhares de pesquisadores e abrangendo mais de 200 países. Os resultados brasileiros foram publicados na edição de maio da revista científica The Lancet Regional Health – Americas.

Os pesquisadores apontam que mudanças significativas no modo de vida da população, como maior urbanização, contribuíram para um ambiente menos favorável à saúde. Entre os fatores citados estão a queda nos níveis de atividade física e a adoção de dietas hipercalóricas, com alto teor de sal e grande consumo de alimentos ultraprocessados.

O endocrinologista Alexandre Hohl, integrante da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, ressalta que esses comportamentos consolidam um “ambiente obesogênico” e classifica a obesidade como um dos maiores desafios de saúde pública do país. Ele destaca ainda que a obesidade não se limita ao acúmulo de peso, tratando-se de uma condição crônica, inflamatória e metabólica que eleva o risco de diabetes tipo 2, hipertensão, infarto, AVC e vários tipos de câncer.

Números

Comparando 1990 e 2023, o índice de massa corporal (IMC) elevado — principal marcador de obesidade — saltou do sétimo lugar para o primeiro entre os fatores de risco atribuíveis à mortalidade ou à perda de anos de vida saudável, com um aumento acumulado de risco de 15,3% desde 1990.

Alguns riscos apresentaram queda no período: a poluição por material particulado no ar teve redução de 69,5% no risco atribuído; tabagismo, prematuridade e baixo peso ao nascer e colesterol LDL elevado registraram queda de aproximadamente 60%. No entanto, entre 2021 e 2023 o risco associado ao tabagismo teve um leve aumento de 0,2%.

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Chamou atenção também o crescimento do risco relacionado à violência sexual na infância, que subiu quase 24% e passou da 25ª posição em 1990 para a 10ª em 2023.

Lista atual dos maiores fatores de risco à mortalidade ou à perda de qualidade de vida no Brasil:

  1. Índice de massa corporal elevado;
  2. Hipertensão;
  3. Glicemia elevada;
  4. Tabagismo;
  5. Prematuridade ou baixo peso ao nascer;
  6. Abuso de álcool;
  7. Poluição particulada do ar;
  8. Mau funcionamento dos rins;
  9. Colesterol alto;
  10. Violência sexual na infância.

O estudo enfatiza que as mudanças nos padrões de vida e alimentação nas últimas décadas estão por trás da ascensão da obesidade como principal ameaça relacionada à saúde pública no Brasil.

Com informações de Agência Brasil

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