Olivia Rodrigo abriu a turnê The Unraveled em 25 de setembro em Hartford, diante de casa esgotada. Cenários floridos, momentos íntimos e um setlist com faixas dos três álbuns uniram piano-pop e rock ao vivo.
Olivia Rodrigo abriu a turnê “The Unraveled Tour” em 25 de setembro na PeoplesBank Arena, em Hartford, Connecticut, e a primeira noite ficou marcada por cenários floridos, momentos íntimos com o público e um setlist que explorou faixas de seus três álbuns. A apresentação ocorreu diante de uma arena esgotada e combinou elementos de piano-pop e rock ao vivo.
“Não acredito que estamos aqui”
A declaração foi feita por Olivia algumas músicas depois do início da noite e encontrou resposta imediata na plateia. A estética floral dominou o espetáculo: flores cor-de-rosa e brancas cobriam o palco e eram repostas pela equipe ao longo da apresentação, criando um clima visual que acompanhou diferentes momentos do show, do íntimo ao grandioso.
A entrada foi construída sobre um campo de flores silvestres no chão do palco, de onde Olivia surgiu para iniciar o concerto com “Drop Dead”. Havia chuva, neve e confete caindo em pontos do espetáculo, além de um grande telão que ampliou detalhes e aproximou a cantora da plateia. A distribuição de palcos — um principal curvo, um palco B circular e um minipalco — permitiu variações de proximidade e deu chance ao público de pista de se aproximar em diferentes trechos.
O show teve momentos de piano-pop emocionantes, como a sequência que terminou em “Drivers License”, e passagens em que faixas mais lentas ganharam roupagem de balada rock ao vivo. “Drivers License” foi apontada como um dos ápices da noite: a canção fechou uma sequência ao piano e foi cantada em coro pela arena, acompanhada pelas pulseiras luminosas distribuídas ao público.
O setlist recorreu a material de “GUTS” e “SOUR”, além de canções intermediárias, e foi elogiado por não ter pontos fracos aparentes. Com apenas cerca de duas horas de duração, algumas músicas ficaram de fora; do álbum mais recente, “What’s Wrong With Me” não entrou no repertório — ausência atribuída ao fato de Robert Smith não estar em turnê com ela.
“Se vocês ainda não ouviram, deveriam mergulhar fundo na banda”
O comentário foi feito por ela durante o show, depois de tocar “Happy Birthday” ao piano para a mãe. A banda de apoio e as influências rock deram consistência ao espetáculo, enquanto a abertura ficou por conta do Wolf Alice, que aqueceu o público com destaque para “You’re a Germ” e “Bros”.
Houve ainda encontros próximos com fãs, quando Olivia passou pela grade para cantar com pessoas, segurar mãos e até posar para possíveis selfies, sempre com segurança ao lado. Momentos em palcos menores incluíram uma versão cercada por fãs de “Stupid Song” e a performance de “The Cure”, encharcada de chuva cenográfica e apontada como uma das mais catárticas da noite.
Menção honrosa foi reservada à transformação ao vivo de “Cigarette Smoke”, que deixou de ser faixa lenta para virar uma terapia rock angustiada no meio do show. A combinação de cenografia, direção de câmera e reserva de clássicos fez da estreia em Hartford uma noite celebrada por fãs de diferentes idades.

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