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Aracaju, Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Países iniciam revisão do Marco Kunming-Montreal na COP17 em Yerevan

Delegações de mais de 200 países se reunirão em Yerevan a partir de 16/10 para revisar o Marco Global de Kunming‑Montreal e acelerar ações até 2030.

19/10/2026 · 15h40 · Atualizado às 16h51
Países iniciam revisão do Marco Kunming-Montreal na COP17 em Yerevan

Mais de 200 países se reúnem de 16 a 30 de outubro em Yerevan para debater estratégias de proteção e restauração da natureza. A revisão avaliará as 23 metas do Marco Global e ações previstas até 2030.

Representantes de mais de 200 países se reunirão a partir desta segunda-feira (16), em Yerevan, na Armênia, para a 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). O encontro sobre ações de proteção e restauração da natureza ocorrerá na capital armênia até o próximo dia 30 e terá como pauta central a primeira revisão do Marco Global de Kunming‑Montreal (GBF), assinado por 196 países.

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O GBF reúne 23 metas a serem alcançadas pelas nações até 2030, e a conferência bienal pretende debater estratégias e firmar acordos para enfrentar a crise global da perda de biodiversidade. Nesta semana, o relatório que avalia o progresso coletivo na implementação do GBF servirá como base para a revisão prevista na COP17.

Em discurso feito nesta sexta-feira (16), o secretário‑geral das Nações Unidas avaliou que os compromissos assumidos para travar a perda de biodiversidade continuam longe de ser cumpridos, ao mesmo tempo em que destacou avanços como a definição de metas nacionais por quase todos os países signatários e a proteção legal de mais 1,3 milhão de quilômetros quadrados (km²) de território terrestre e de 6 milhões km² de áreas marinhas. No ritmo atual, estimou‑se que, em 2030, apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos ecossistemas marinhos estarão protegidos, o que reforça a necessidade de acelerar a implementação.

“Yerevan é o nosso momento de prestação de contas”

Uma análise encomendada ao Global Cooperation Institute (GCI) e solicitada por organização internacional de conservação mostrou que a implementação do GBF está atrasada em relação a metas importantes e que o nível de ambição permanece insuficiente em muitos países. O estudo também concluiu que os modelos econômicos atuais contribuem para a perda de biodiversidade, as mudanças climáticas, a escassez de água, a insegurança alimentar e riscos à saúde.

O levantamento apontou ainda que países com alta biodiversidade frequentemente assumem custos significativos para conservar ecossistemas que geram benefícios globais, o que demanda mais financiamento, capacitação e cooperação internacional. Segundo o relatório do GCI, os custos não contabilizados desses impactos são estimados em pelo menos US$ 10 trilhões a US$ 25 trilhões ao ano. Outra estimativa citada indica que a proteção da biodiversidade mundial demanda mais US$ 1,3 trilhão por ano.

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“A COP17 precisa levar os países a agir e implementar seus compromissos. Os benefícios da ação coletiva em favor da natureza são claros: maior resiliência ecológica, sistemas alimentares e hídricos mais seguros e menor vulnerabilidade econômica”

No plano brasileiro, representantes da delegação consideram que o país terá um papel estratégico na implementação do Marco Global da Biodiversidade, tanto pela vasta diversidade natural quanto pela contribuição com modelos de conservação que podem ser adotados em escala global. Entre as iniciativas destacadas está o avanço da conectividade entre áreas de conservação terrestres, de água doce e marinhas, por meio de corredores verdes e azuis.

“A conservação da biodiversidade exige olhar para além dos limites de áreas protegidas individuais e considerar os ecossistemas como sistemas interligados”

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Organizações brasileiras enfatizarão nos debates a incorporação da conectividade ecológica ao Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas, adotado em 2004, com o objetivo de criar e acompanhar redes globais dessas áreas. A proposta busca reconhecer a conectividade como elemento fundamental para manter a integridade dos ecossistemas e fortalecer a sobrevivência das espécies.

“Proteger e reconectar paisagens terrestres, rios e ambientes marinhos e costeiros é fundamental para ampliar a efetividade da conservação e alcançar as metas de biodiversidade até 2030”

A COP17 será, portanto, um ponto central para revisar compromissos, ajustar metas e discutir instrumentos de financiamento e cooperação internacional que permitam acelerar a implementação das metas do GBF até 2030.

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Mais de 200 países se reúnem de 16 a 30 de outubro em Yerevan para debater estratégias de proteção e restauração da natureza. A revisão avaliará as 23 metas do Marco Global e ações previstas até 2030.

Representantes de mais de 200 países se reunirão a partir desta segunda-feira (16), em Yerevan, na Armênia, para a 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). O encontro sobre ações de proteção e restauração da natureza ocorrerá na capital armênia até o próximo dia 30 e terá como pauta central a primeira revisão do Marco Global de Kunming‑Montreal (GBF), assinado por 196 países.

O GBF reúne 23 metas a serem alcançadas pelas nações até 2030, e a conferência bienal pretende debater estratégias e firmar acordos para enfrentar a crise global da perda de biodiversidade. Nesta semana, o relatório que avalia o progresso coletivo na implementação do GBF servirá como base para a revisão prevista na COP17.

Em discurso feito nesta sexta-feira (16), o secretário‑geral das Nações Unidas avaliou que os compromissos assumidos para travar a perda de biodiversidade continuam longe de ser cumpridos, ao mesmo tempo em que destacou avanços como a definição de metas nacionais por quase todos os países signatários e a proteção legal de mais 1,3 milhão de quilômetros quadrados (km²) de território terrestre e de 6 milhões km² de áreas marinhas. No ritmo atual, estimou‑se que, em 2030, apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos ecossistemas marinhos estarão protegidos, o que reforça a necessidade de acelerar a implementação.

“Yerevan é o nosso momento de prestação de contas”

Uma análise encomendada ao Global Cooperation Institute (GCI) e solicitada por organização internacional de conservação mostrou que a implementação do GBF está atrasada em relação a metas importantes e que o nível de ambição permanece insuficiente em muitos países. O estudo também concluiu que os modelos econômicos atuais contribuem para a perda de biodiversidade, as mudanças climáticas, a escassez de água, a insegurança alimentar e riscos à saúde.

O levantamento apontou ainda que países com alta biodiversidade frequentemente assumem custos significativos para conservar ecossistemas que geram benefícios globais, o que demanda mais financiamento, capacitação e cooperação internacional. Segundo o relatório do GCI, os custos não contabilizados desses impactos são estimados em pelo menos US$ 10 trilhões a US$ 25 trilhões ao ano. Outra estimativa citada indica que a proteção da biodiversidade mundial demanda mais US$ 1,3 trilhão por ano.

“A COP17 precisa levar os países a agir e implementar seus compromissos. Os benefícios da ação coletiva em favor da natureza são claros: maior resiliência ecológica, sistemas alimentares e hídricos mais seguros e menor vulnerabilidade econômica”

No plano brasileiro, representantes da delegação consideram que o país terá um papel estratégico na implementação do Marco Global da Biodiversidade, tanto pela vasta diversidade natural quanto pela contribuição com modelos de conservação que podem ser adotados em escala global. Entre as iniciativas destacadas está o avanço da conectividade entre áreas de conservação terrestres, de água doce e marinhas, por meio de corredores verdes e azuis.

“A conservação da biodiversidade exige olhar para além dos limites de áreas protegidas individuais e considerar os ecossistemas como sistemas interligados”

Organizações brasileiras enfatizarão nos debates a incorporação da conectividade ecológica ao Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas, adotado em 2004, com o objetivo de criar e acompanhar redes globais dessas áreas. A proposta busca reconhecer a conectividade como elemento fundamental para manter a integridade dos ecossistemas e fortalecer a sobrevivência das espécies.

“Proteger e reconectar paisagens terrestres, rios e ambientes marinhos e costeiros é fundamental para ampliar a efetividade da conservação e alcançar as metas de biodiversidade até 2030”

A COP17 será, portanto, um ponto central para revisar compromissos, ajustar metas e discutir instrumentos de financiamento e cooperação internacional que permitam acelerar a implementação das metas do GBF até 2030.

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