Teclados, mouses, webcams e dongles USB podem abrir brechas para invasões. Inclua esses dispositivos no inventário e em políticas de segurança para reduzir riscos e evitar vazamentos.
Quando se fala em segurança digital, frequentemente se pensa em antivírus, autenticação em dois fatores, firewalls e treinamentos contra phishing. Embora esses elementos sejam essenciais, um aspecto importante costuma ser negligenciado: o hardware utilizado nas empresas.
Teclados, mouses, webcams, headsets e receptores USB deixaram de ser apenas acessórios e hoje fazem parte da infraestrutura tecnológica das organizações. Como qualquer dispositivo conectado, esses equipamentos também devem ser considerados na estratégia de segurança.
A importância de incluir o hardware nas medidas de cibersegurança cresceu significativamente nos últimos anos. O trabalho híbrido ampliou o número de dispositivos conectados, dispersou colaboradores em diferentes redes domésticas e diminuiu o controle físico sobre os equipamentos utilizados no dia a dia. Com isso, a superfície de ataque aumentou, e a segurança não se limita mais ao notebook.
Por muitos anos, a discussão sobre segurança concentrou-se quase exclusivamente em software. Atualizações de sistemas operacionais, correção de vulnerabilidades e instalação de ferramentas de proteção continuam sendo práticas indispensáveis. No entanto, proteger apenas uma camada da tecnologia é como instalar uma porta blindada em uma casa que mantém as janelas abertas.
Por esse motivo, muitas empresas estão adotando uma abordagem de múltiplas camadas de proteção. A segurança não depende de um único recurso, mas sim da combinação entre equipamentos, software, pessoas e processos.
É importante ressaltar que dispositivos sem fio podem ser alvos de tentativas de interceptação, principalmente quando utilizam protocolos antigos ou mecanismos de pareamento menos seguros. Dependendo da tecnologia utilizada, criminosos podem tentar capturar comunicações ou simular dispositivos legítimos. Isso significa que a segurança da conexão é um aspecto que não pode ser ignorado.
Esses dispositivos representam o primeiro ponto de contato entre o usuário e o computador. Cada clique do mouse e cada tecla digitada passam por essa comunicação antes de chegar ao sistema operacional. Portanto, proteger essa interface é fundamental para reduzir riscos.
Uma boa prática de segurança é adotar periféricos que utilizem tecnologia avançada, como o Logi Bolt, desenvolvido pela Logitech. Essa tecnologia combina criptografia forte e autenticação durante o pareamento, dificultando tentativas de interceptação e ataques de spoofing.
Além disso, a manutenção do firmware e software de gerenciamento sempre atualizados é crucial. Fabricantes frequentemente disponibilizam correções de segurança que podem proteger os dispositivos.
Outra recomendação é optar por equipamentos de fabricantes que adotem protocolos modernos de comunicação e que invistam em atualizações de segurança. Também é importante evitar receptores desconhecidos ou dispositivos de origem duvidosa. Na segurança digital, a conveniência não deve ultrapassar a confiança.
Embora não exista antivírus que possa compensar completamente um dispositivo inseguro, uma combinação dessas práticas ajuda a criar uma proteção eficaz. Nos próximos anos, a inteligência artificial deve transformar ainda mais a maneira como utilizamos computadores, tornando os ambientes de trabalho cada vez mais conectados.
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