Um levantamento realizado pelo Procon-SP com 1.819 consumidores revelou que 1.538 entrevistados compram medicamentos. Desses, 79,1% desconhecem que muitos medicamentos possuem um teto máximo de preço definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) e divulgado pela Anvisa por meio do PMC (Preço Máximo ao Consumidor).
A pesquisa foi realizada entre 4 e 29 de maio de 2026 e analisou hábitos de compra, percepção sobre preços, automedicação, privacidade de dados e canais de aquisição de medicamentos. O desconhecimento sobre a regulação de preços é alarmante, especialmente em um momento em que o custo dos medicamentos impacta consideravelmente o orçamento familiar.
Entre os consumidores que já adquiriram medicamentos, 88,10% afirmaram ter deixado de comprar algum devido ao preço elevado, enquanto 94,93% disseram que costumam pesquisar os valores antes da compra. Além disso, a busca por alternativas mais econômicas tem crescido. Quando recebem uma prescrição médica, 50,20% dos consumidores optam por trocar o medicamento indicado por um genérico ou outra opção mais barata, enquanto apenas 31,73% compram exatamente o produto prescrito.
Outro dado interessante é que quase 30% dos entrevistados que conhecem o PMC não sabem onde consultá-lo. Para medicamentos sem prescrição, os principais critérios de escolha são a experiência anterior (34,20%) e a recomendação do farmacêutico (27,18%). A preferência exclusiva por grandes redes físicas de farmácias caiu de 51,91% para 43,17% em um ano, e 71,20% dos consumidores fornecem o CPF para obter descontos, mesmo que 54,29% não saibam como essas informações são tratadas.
A comparação com dados de 2025 mostra que o desconhecimento sobre o teto de preços aumentou de 74,82% para 79,13%, e a percepção de que a publicidade induz à automedicação subiu de 66,10% para 70,35%. O uso combinado de canais físicos e online também cresceu, passando de 31,25% para 39,40%.
O Procon-SP enfatiza a necessidade de as farmácias e drogarias aprimorarem a transparência sobre como os dados dos clientes são utilizados, esclarecendo se essas informações são compartilhadas com terceiros e se há monetização envolvida. A informação é um direito básico do consumidor, e a transparência é crucial para garantir um consumo seguro e consciente.
A pesquisa faz parte da atuação contínua do Procon-SP em educação para o consumo e na elaboração de políticas públicas que harmonizem as relações de consumo. O órgão ressalta a importância da consulta à cartilha sobre pesquisa de preços e a atenção às informações sobre medicamentos como medidas essenciais para garantir economia e segurança no uso de produtos de saúde.
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