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Aracaju, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Policial

PF apreende documentos em operação contra fraudes no INSS em Aracaju

PF cumpriu mandados no Aeroporto, em Aracaju, na Operação Atestado Viciado II; investigação aponta 19 requerimentos com laudos possivelmente falsos e prejuízo estimado em R$ 650 mil.

07/10/2026 · 21h06 · Atualizado às 13h15
PF apreende documentos em operação contra fraudes no INSS em Aracaju

Dois mandados foram cumpridos no bairro Aeroporto em ação que apura fraudes na concessão de benefícios do INSS. A PF, com apoio da SIPS/SE, investiga uso de atestados e laudos supostamente falsos; uma advogada é investigada por suposto agendamento de perícias.

A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão no bairro Aeroporto, em Aracaju, durante a Operação Atestado Viciado II, na manhã desta quarta-feira (7). A ação apurou supostas fraudes na obtenção de benefícios assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e contou com apoio da Seção de Inteligência da Previdência Social em Sergipe (SIPS/SE).

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De acordo com as investigações, o esquema investigado utilizava atestados e laudos médicos com indícios de falsificação para embasar requerimentos de benefícios. Uma advogada investigada parecia fazer agendamentos de perícias apresentando-se como parente dos segurados. Em pelo menos uma das avaliações, o marido dela teria se apresentado como irmão de um periciado.

Até a manhã desta quarta-feira, a apuração identificou 19 requerimentos de benefícios assistenciais à pessoa com deficiência realizados mediante utilização de atestados e relatórios médicos com indícios de falsificação. Os documentos falsos eram atribuídos a médicos psiquiatras e neurologistas, que, após consulta formal, negaram ter assinado ou emitido os laudos que constavam nos pedidos.

Dados da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (CGINT) indicaram que o prejuízo estimado é de cerca de R$ 650 mil. A investigação apontou indícios de que a utilização de documentação fraudulenta teria viabilizado a concessão indevida de benefícios assistenciais a pessoas com deficiência.

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Os investigados podem responder pelo crime de estelionato previdenciário, segundo o que consta nas apurações. A Força-Tarefa Previdenciária envolvida na operação é composta pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, com ações de inteligência e busca de provas para a caracterização dos ilícitos.

A operação buscou coletar documentos, mídias e outros elementos que possam comprovar a materialidade das fraudes e a participação de envolvidos no esquema. As medidas judiciais foram deferidas com base em elementos reunidos durante a investigação, que seguirá em andamento para aprofundamento das diligências e eventual responsabilização administrativa e criminal dos suspeitos.

A Polícia Federal informou que novas fases da apuração poderão ocorrer conforme forem identificados outros indícios ou vínculos relacionados aos requerimentos fraudulentos, mantendo o trabalho conjunto com a área de inteligência previdenciária para rastrear a possível extensão do esquema.

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Dois mandados foram cumpridos no bairro Aeroporto em ação que apura fraudes na concessão de benefícios do INSS. A PF, com apoio da SIPS/SE, investiga uso de atestados e laudos supostamente falsos; uma advogada é investigada por suposto agendamento de perícias.

A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão no bairro Aeroporto, em Aracaju, durante a Operação Atestado Viciado II, na manhã desta quarta-feira (7). A ação apurou supostas fraudes na obtenção de benefícios assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e contou com apoio da Seção de Inteligência da Previdência Social em Sergipe (SIPS/SE).

De acordo com as investigações, o esquema investigado utilizava atestados e laudos médicos com indícios de falsificação para embasar requerimentos de benefícios. Uma advogada investigada parecia fazer agendamentos de perícias apresentando-se como parente dos segurados. Em pelo menos uma das avaliações, o marido dela teria se apresentado como irmão de um periciado.

Até a manhã desta quarta-feira, a apuração identificou 19 requerimentos de benefícios assistenciais à pessoa com deficiência realizados mediante utilização de atestados e relatórios médicos com indícios de falsificação. Os documentos falsos eram atribuídos a médicos psiquiatras e neurologistas, que, após consulta formal, negaram ter assinado ou emitido os laudos que constavam nos pedidos.

Dados da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (CGINT) indicaram que o prejuízo estimado é de cerca de R$ 650 mil. A investigação apontou indícios de que a utilização de documentação fraudulenta teria viabilizado a concessão indevida de benefícios assistenciais a pessoas com deficiência.

Os investigados podem responder pelo crime de estelionato previdenciário, segundo o que consta nas apurações. A Força-Tarefa Previdenciária envolvida na operação é composta pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, com ações de inteligência e busca de provas para a caracterização dos ilícitos.

A operação buscou coletar documentos, mídias e outros elementos que possam comprovar a materialidade das fraudes e a participação de envolvidos no esquema. As medidas judiciais foram deferidas com base em elementos reunidos durante a investigação, que seguirá em andamento para aprofundamento das diligências e eventual responsabilização administrativa e criminal dos suspeitos.

A Polícia Federal informou que novas fases da apuração poderão ocorrer conforme forem identificados outros indícios ou vínculos relacionados aos requerimentos fraudulentos, mantendo o trabalho conjunto com a área de inteligência previdenciária para rastrear a possível extensão do esquema.

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