Plataformas autorizadas enviarão até quinta os saldos vinculados a 26,5 milhões de CPFs. Os dados virão separados por CPF e conta usada nos depósitos. Bancos têm de 9 a 14 de outubro para restituir R$1,325 bilhão.
As empresas de apostas on-line autorizadas a operar no Brasil começam nesta quarta-feira (7) a informar aos bancos os saldos que ainda estão nas contas dos apostadores. Ao todo, R$ 1,325 bilhão, pertencentes a cerca de 26,5 milhões de pessoas, aguardam devolução após o fim das operações das plataformas.
Os dados deverão ser enviados pelas plataformas até quinta-feira (8) e estarão separados por Cadastro de Pessoa Física (CPF) e vinculados à conta bancária utilizada nos depósitos. Com base nessas informações, as instituições financeiras terão de fazer as restituições entre 9 e 14 de outubro.
Números
- R$ 1,325 bilhão ainda aguarda devolução
- 26,5 milhões de apostadores têm saldo nas plataformas
- 86,2 milhões de contas têm saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99
- R$ 15,5 milhões somam essas pequenas contas
- 188 sites legalizados tiveram a autorização cancelada
- 13.241 sites ilegais foram encaminhados para bloqueio
Como será a devolução
Os bancos deverão transferir os valores diretamente para as contas utilizadas pelos apostadores para fazer os depósitos nas plataformas. O cronograma definido pelo governo detalha os prazos e procedimentos para o repasse e eventual centralização dos saldos não devolvidos.
Cronograma
- 7 e 8 de outubro: bets enviam aos bancos os saldos por CPF e os dados bancários
- 9 a 14 de outubro: bancos fazem a devolução aos apostadores
- 14 de outubro em diante: valores que não puderem ser devolvidos são encaminhados à Caixa Econômica Federal
- Após o repasse à Caixa: a instituição fica responsável por concluir a restituição
O prazo para o saque voluntário diretamente nas plataformas terminou às 23h59 de segunda-feira (5). Grande parte dos saldos que ainda não foram resgatados está pulverizada em contas com quantias muito pequenas.
Segundo o governo, 86,2 milhões de contas têm saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões. O número de contas é superior ao de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em mais de uma plataforma.
Para os apostadores, o procedimento exigirá apenas que os bancos verifiquem os CPFs e as contas informadas pelas plataformas. Caso a restituição não seja possível por problemas cadastrais ou bancários, os valores seguirão para a Caixa a partir de 14 de outubro, que terá a missão de concluir a devolução conforme o cronograma previsto.
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