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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Tecnologia

Polar Street X brilha como rastreador de corrida e falha como smartwatch

Polar Street X entrega monitoramento preciso em atividades, mas exige aprendizado para navegar em menus e em seu app Polar Flow.

08/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h19
Polar Street X brilha como rastreador de corrida e falha como smartwatch

Confuso no dia a dia — cinco botões e menus pouco intuitivos exigem tempo para acostumar. Mas nas corridas o Street X se destaca: métricas claras, GPS confiável e foco em desempenho.

Depois de anos acostumado a smartwatches tradicionais, colocar o Polar Street X no pulso causou estranhamento inicial. São cinco botões físicos, ícones com aparência de relógio genérico, menus sem organização clara e uma lógica de navegação que demora para entrar na cabeça.

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Mesmo depois de vários dias de uso, havia momentos em que eu procurava funções que sabia que estavam em algum lugar do relógio. Em algumas situações, foi preciso explorar os menus até encontrá-las.

Só que basta começar uma corrida para o Street X mostrar uma face completamente diferente. As informações importantes ficam claras, os números passam confiança e, ao terminar o exercício, há uma quantidade grande de dados úteis à disposição. Essa contradição foi o que mais chamou atenção durante os testes: como um relógio tão bom para monitorar atividades físicas pode ter uma interface tão complicada?

Talvez a resposta esteja na proposta do aparelho. Depois de usá‑lo, passei a enxergar o Polar Street X muito mais como um fitness tracker extremamente avançado que também funciona como smartwatch do que como alternativa ao Galaxy Watch ou Apple Watch.

Usei o Street X principalmente em caminhadas, e foi nessas situações que mais gostei do relógio. Passos, cadência, frequência cardíaca e GPS passaram bastante confiança, sem números suspeitos que levassem a duvidar da precisão do monitoramento. O GPS, em especial, foi muito preciso: ao conferir posteriormente os trajetos registrados, o caminho no mapa correspondia muito bem ao que realmente foi percorrido, sem desvios relevantes. Por ter a tecnologia integrada, ele funciona independente do celular quando você faz exercícios ao ar livre.

Durante o exercício, a interface também deixa de ser um problema. As informações essenciais ficam fáceis de consultar, com navegação mais simplificada. Essa diferença é importante porque chamar simplesmente a interface do Street X de ruim pode soar injusto: quando se está caminhando, ela funciona; é quando é preciso explorar o relógio que aparecem os problemas.

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A organização dos menus foi o que mais incomodou. Há ícones com aparência antiquada, telas que parecem seguir lógicas diferentes e funções que nem sempre estão onde se esperaria encontrá‑las. Mesmo após vários dias, ainda havia momentos em que eu precisava procurar uma configuração ou função. Teve um momento em que quis fazer uma medição pontual de frequência cardíaca e não achei a opção; só depois encontrei o menu que mostra apenas o monitoramento contínuo.

vai apertando até descobrir

Os cinco botões físicos são um ótimo exemplo: fazem muito sentido durante exercícios, quando tocar na tela pode ser menos prático, mas nas primeiras atividades pausar, retomar ou encerrar um treino exigiu alguma descoberta. Depois que a lógica fica clara, funciona; a questão é quanto o relógio exige do usuário até chegar a esse ponto.

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O Polar Flow repete o mesmo paradoxo. Eu esperava que o aplicativo fosse o lugar onde toda aquela quantidade de informações se tornaria mais simples de consultar. Em parte, ele repete o problema do relógio. Encontrar informações de sono, por exemplo, é bastante fácil. Já para chegar aos detalhes de uma caminhada foi preciso explorar mais os menus. Em determinado momento eu sabia que o GPS tinha registrado muito bem uma atividade, mas não conseguia encontrar o mapa do trajeto no aplicativo. Quando finalmente achei, apareceram o mapa, distância, duração, frequência cardíaca, ritmo, cadência, elevação e várias outras informações organizadas de forma que permitem analisar a sessão.

O problema do Polar Flow não é falta de informação, é como chegar até ela. Talvez a comparação com Galaxy Watch e Apple Watch seja injusta: o Street X recebe notificações, controla músicas e mostra previsão do tempo, mas essa claramente não é sua prioridade. Ele também deixa de fora alguns recursos de saúde comuns em concorrentes; senti falta, particularmente, da medição de SpO2, além de recursos como ECG, pressão arterial e composição corporal.

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Confuso no dia a dia — cinco botões e menus pouco intuitivos exigem tempo para acostumar. Mas nas corridas o Street X se destaca: métricas claras, GPS confiável e foco em desempenho.

Depois de anos acostumado a smartwatches tradicionais, colocar o Polar Street X no pulso causou estranhamento inicial. São cinco botões físicos, ícones com aparência de relógio genérico, menus sem organização clara e uma lógica de navegação que demora para entrar na cabeça.

Mesmo depois de vários dias de uso, havia momentos em que eu procurava funções que sabia que estavam em algum lugar do relógio. Em algumas situações, foi preciso explorar os menus até encontrá-las.

Só que basta começar uma corrida para o Street X mostrar uma face completamente diferente. As informações importantes ficam claras, os números passam confiança e, ao terminar o exercício, há uma quantidade grande de dados úteis à disposição. Essa contradição foi o que mais chamou atenção durante os testes: como um relógio tão bom para monitorar atividades físicas pode ter uma interface tão complicada?

Talvez a resposta esteja na proposta do aparelho. Depois de usá‑lo, passei a enxergar o Polar Street X muito mais como um fitness tracker extremamente avançado que também funciona como smartwatch do que como alternativa ao Galaxy Watch ou Apple Watch.

Usei o Street X principalmente em caminhadas, e foi nessas situações que mais gostei do relógio. Passos, cadência, frequência cardíaca e GPS passaram bastante confiança, sem números suspeitos que levassem a duvidar da precisão do monitoramento. O GPS, em especial, foi muito preciso: ao conferir posteriormente os trajetos registrados, o caminho no mapa correspondia muito bem ao que realmente foi percorrido, sem desvios relevantes. Por ter a tecnologia integrada, ele funciona independente do celular quando você faz exercícios ao ar livre.

Durante o exercício, a interface também deixa de ser um problema. As informações essenciais ficam fáceis de consultar, com navegação mais simplificada. Essa diferença é importante porque chamar simplesmente a interface do Street X de ruim pode soar injusto: quando se está caminhando, ela funciona; é quando é preciso explorar o relógio que aparecem os problemas.

A organização dos menus foi o que mais incomodou. Há ícones com aparência antiquada, telas que parecem seguir lógicas diferentes e funções que nem sempre estão onde se esperaria encontrá‑las. Mesmo após vários dias, ainda havia momentos em que eu precisava procurar uma configuração ou função. Teve um momento em que quis fazer uma medição pontual de frequência cardíaca e não achei a opção; só depois encontrei o menu que mostra apenas o monitoramento contínuo.

vai apertando até descobrir

Os cinco botões físicos são um ótimo exemplo: fazem muito sentido durante exercícios, quando tocar na tela pode ser menos prático, mas nas primeiras atividades pausar, retomar ou encerrar um treino exigiu alguma descoberta. Depois que a lógica fica clara, funciona; a questão é quanto o relógio exige do usuário até chegar a esse ponto.

O Polar Flow repete o mesmo paradoxo. Eu esperava que o aplicativo fosse o lugar onde toda aquela quantidade de informações se tornaria mais simples de consultar. Em parte, ele repete o problema do relógio. Encontrar informações de sono, por exemplo, é bastante fácil. Já para chegar aos detalhes de uma caminhada foi preciso explorar mais os menus. Em determinado momento eu sabia que o GPS tinha registrado muito bem uma atividade, mas não conseguia encontrar o mapa do trajeto no aplicativo. Quando finalmente achei, apareceram o mapa, distância, duração, frequência cardíaca, ritmo, cadência, elevação e várias outras informações organizadas de forma que permitem analisar a sessão.

O problema do Polar Flow não é falta de informação, é como chegar até ela. Talvez a comparação com Galaxy Watch e Apple Watch seja injusta: o Street X recebe notificações, controla músicas e mostra previsão do tempo, mas essa claramente não é sua prioridade. Ele também deixa de fora alguns recursos de saúde comuns em concorrentes; senti falta, particularmente, da medição de SpO2, além de recursos como ECG, pressão arterial e composição corporal.

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