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Aracaju, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Polícia Civil investiga fraudes milionárias em contratos da Prefeitura de Aracaju após apreensão de R$ 240 mil

Cinco mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta sexta-feira (18) em Aracaju e Salgado; Secretaria de Educação concentra mais de R$ 19 milhões em repasses para empresa suspeita.

18/09/2026 · 09h12
Polícia Civil investiga fraudes milionárias em contratos da Prefeitura de Aracaju após apreensão de R$ 240 mil

Cinco mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta sexta-feira (18) em Aracaju e Salgado; Secretaria de Educação concentra mais de R$ 19 milhões em repasses para empresa suspeita.

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou, nas primeiras horas desta sexta-feira (18), a “Operação Pecúnia”. A ofensiva policial tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraudes e irregularidades em processos licitatórios e contratos administrativos firmados pela Prefeitura de Aracaju.

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Ao todo, os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Garantias, distribuídos em endereços estratégicos nos municípios de Aracaju e Salgado. A grande operação é coordenada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e conta com o apoio tático e analítico da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e da Divisão de Recuperação de Ativos (Recupera).

O estopim: apreensão de dinheiro em espécie

De acordo com as autoridades de segurança, as apurações começaram há três meses, em junho de 2026, logo após a polícia apreender R$ 240 mil em dinheiro vivo em posse de um gestor público municipal.

A partir desse flagrante, a análise de documentos e a quebra de dados telemáticos revelaram um provável esquema de direcionamento. Os investigadores identificaram contratos milionários que teriam sido firmados de forma direta pela gestão municipal, burlando a obrigatoriedade legal da realização de processos licitatórios. Um dos episódios mais suspeitos envolve um contrato no valor de R$ 1.730.631,50, assinado no dia 23 de junho de 2026 — poucas horas antes de a polícia interceptar o gestor com a mala de dinheiro.

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Foco na Educação e crescimento atípico

O levantamento financeiro e documental realizado pelas equipes do Deotap esmiuçou o histórico da empresa investigada com o poder público municipal ao longo da última década (de 2017 a 2026). Os dados escancararam que a Secretaria Municipal de Educação de Aracaju (Semed) foi a principal responsável pelos repasses sob suspeita.

De um total de R$ 23.342.601,16 contabilizados em contratos no período analisado, a Semed concentra expressivos R$ 19.693.358,45. O montante destinado pela pasta da Educação representa 84,14% de tudo o que a empresa faturou com o município. A Polícia Civil enfatizou ainda que houve um crescimento classificado como “atípico” no volume de contratos firmados e pagos à empresa durante a atual gestão municipal.

Todo o material apreendido nas buscas deflagradas nesta sexta-feira (como documentos físicos, computadores e mídias) será encaminhado para minuciosa análise pericial. O inquérito segue em andamento para esclarecer a dimensão das irregularidades, identificar possíveis laranjas e apontar a responsabilidade criminal dos gestores e empresários envolvidos no desvio de verba pública.

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Cinco mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta sexta-feira (18) em Aracaju e Salgado; Secretaria de Educação concentra mais de R$ 19 milhões em repasses para empresa suspeita.

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou, nas primeiras horas desta sexta-feira (18), a “Operação Pecúnia”. A ofensiva policial tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraudes e irregularidades em processos licitatórios e contratos administrativos firmados pela Prefeitura de Aracaju.

Ao todo, os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Garantias, distribuídos em endereços estratégicos nos municípios de Aracaju e Salgado. A grande operação é coordenada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e conta com o apoio tático e analítico da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e da Divisão de Recuperação de Ativos (Recupera).

O estopim: apreensão de dinheiro em espécie

De acordo com as autoridades de segurança, as apurações começaram há três meses, em junho de 2026, logo após a polícia apreender R$ 240 mil em dinheiro vivo em posse de um gestor público municipal.

A partir desse flagrante, a análise de documentos e a quebra de dados telemáticos revelaram um provável esquema de direcionamento. Os investigadores identificaram contratos milionários que teriam sido firmados de forma direta pela gestão municipal, burlando a obrigatoriedade legal da realização de processos licitatórios. Um dos episódios mais suspeitos envolve um contrato no valor de R$ 1.730.631,50, assinado no dia 23 de junho de 2026 — poucas horas antes de a polícia interceptar o gestor com a mala de dinheiro.

Foco na Educação e crescimento atípico

O levantamento financeiro e documental realizado pelas equipes do Deotap esmiuçou o histórico da empresa investigada com o poder público municipal ao longo da última década (de 2017 a 2026). Os dados escancararam que a Secretaria Municipal de Educação de Aracaju (Semed) foi a principal responsável pelos repasses sob suspeita.

De um total de R$ 23.342.601,16 contabilizados em contratos no período analisado, a Semed concentra expressivos R$ 19.693.358,45. O montante destinado pela pasta da Educação representa 84,14% de tudo o que a empresa faturou com o município. A Polícia Civil enfatizou ainda que houve um crescimento classificado como “atípico” no volume de contratos firmados e pagos à empresa durante a atual gestão municipal.

Todo o material apreendido nas buscas deflagradas nesta sexta-feira (como documentos físicos, computadores e mídias) será encaminhado para minuciosa análise pericial. O inquérito segue em andamento para esclarecer a dimensão das irregularidades, identificar possíveis laranjas e apontar a responsabilidade criminal dos gestores e empresários envolvidos no desvio de verba pública.

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