Operação cumpre mandados em oito estados e apreende bens ligados ao grupo
A Polícia Civil da Bahia, em ação conjunta com a Polícia Civil de Sergipe, cumpriu três mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em Sergipe durante operação contra uma organização criminosa especializada em furtos a joalherias, estelionatos e tráfico de drogas. A ação ocorreu nesta quarta-feira, 1º.
A ofensiva foi realizada de forma simultânea em oito estados e envolveu o cumprimento de 83 mandados judiciais, entre prisões preventivas, buscas e apreensões e medidas de sequestro de bens. Entre os ativos bloqueados está uma aeronave avaliada em aproximadamente R$ 800 mil, localizada em uma pista clandestina e suspeita de servir ao transporte de entorpecentes e apoio logístico das atividades ilícitas.
As investigações, coordenadas pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Salvador, apontam que o grupo causou prejuízos milionários. Entre os casos apurados está um furto ocorrido em Salvador, no início de 2025, cujo dano ultrapassou R$ 1 milhão. Segundo as apurações, a organização pode ter movimentado mais de R$ 5 milhões com as atividades criminosas.
As diligências identificaram uma estrutura organizada com divisão de funções e planejamento estratégico. Nos furtos a joalherias, os investigados faziam levantamentos prévios dos estabelecimentos e acessavam os locais pelo teto, utilizando equipamentos destinados à neutralização de sistemas de alarme, o que indica alto grau de sofisticação nas ações.
Além dos crimes patrimoniais, a quadrilha é investigada por estelionatos praticados pelo chamado “golpe do aniversário”, com ocorrências registradas no Ceará e na Paraíba. Na modalidade, vítimas eram abordadas com a promessa de entrega de presentes, momento em que seus dados bancários eram capturados por dispositivos eletrônicos, possibilitando transações fraudulentas e posterior ocultação dos valores.
As investigações também detectaram movimentações financeiras relevantes entre os suspeitos, com uso de contas de terceiros para fragmentar valores e dificultar o rastreamento dos recursos.

A Operação Diamante de Sangue é conduzida pela Polícia Civil da Bahia por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Salvador (DRFR), com suporte técnico do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/PCBA) e do Núcleo de Inteligência do DEIC.
Em Sergipe, além das três prisões e 19 buscas e apreensões, foram recolhidos veículos, joias e valores. Participaram equipes do Centro de Operações Policiais Especiais, da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial, do Departamento de Crimes contra o Patrimônio e das Delegacias de Maruim e Japoatã.
A operação contou ainda com o apoio das Polícias Civis de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Roraima, além da Polícia Rodoviária Federal. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e ampliar as medidas judiciais.
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