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Aracaju, Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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Policial

Policiais militares de São Paulo são acusados de obrigar suspeitos a vestirem camiseta de Lula durante prisão

Uma abordagem da Polícia Militar do Estado de São Paulo está no centro de uma grave denúncia em Piracicaba, no interior paulista. Policiais militares estão sendo acusados de obrigar três jovens, detidos sob a suspeita de tráfico de drogas, a vestirem camisetas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de serem conduzidos à delegacia.

22/10/2026 · 14h58
Policiais militares de São Paulo são acusados de obrigar suspeitos a vestirem camiseta de Lula durante prisão

Familiares e partido apontam que situação foi forjada para prejudicar campanha; Polícia Militar e Secretaria de Segurança Pública investigarão a conduta dos agentes envolvidos em Piracicaba.

Uma abordagem da Polícia Militar do Estado de São Paulo está no centro de uma grave denúncia em Piracicaba, no interior paulista. Policiais militares estão sendo acusados de obrigar três jovens, detidos sob a suspeita de tráfico de drogas, a vestirem camisetas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de serem conduzidos à delegacia.

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De acordo com relatos feitos ao portal g1 por moradores locais, pela mãe de um dos detidos e pela deputada estadual Professora Bebel (PT), a situação foi inteiramente armada pelos agentes de segurança. A parlamentar destacou que as camisetas vestidas pelos suspeitos são uniformes de uso exclusivo de trabalhadores contratados para a campanha.

A mãe de um dos jovens negou veementemente que o filho tenha qualquer envolvimento com o tráfico de drogas ou atuação política. Ela também apresentou denúncias de truculência policial, relatando que os PMs invadiram sua residência e agrediram fisicamente sua filha de 14 anos com um soco no peito.

Repercussão em vídeo e acionamento da PGR

O caso ganhou ampla repercussão após um vídeo, que mostra a chegada dos três detidos à delegacia usando as camisetas vermelhas, ser compartilhado nas redes sociais. O material foi publicado pelo senador eleito Guilherme Derrite (PL). Por meio de nota, Derrite se manifestou afirmando que publicou as imagens apenas com o intuito de chamar a atenção para o problema do aliciamento de jovens pelo tráfico de drogas, sem fazer menção às camisetas utilizadas.

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Diante do ocorrido, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Procuradoria-Geral Eleitoral exigindo a abertura de investigações. O partido argumenta que o cenário foi montado de forma proposital para produzir um vídeo falso visando prejudicar a campanha eleitoral, e cobra a apuração das agressões físicas e ameaças relatadas pelos familiares dos jovens.

Resposta das autoridades

Em meio à polêmica, as autoridades de segurança de São Paulo se pronunciaram. Em nota oficial, a Polícia Militar informou que tomou conhecimento, por meio das redes sociais, das alegações referentes às agressões e ao uso forçado das peças de roupa. A corporação assegurou que todos os fatos serão apurados através dos procedimentos cabíveis.

Na mesma linha, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) declarou que investigará rigorosamente qualquer denúncia que aponte irregularidades na conduta dos policiais envolvidos na ocorrência.

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Familiares e partido apontam que situação foi forjada para prejudicar campanha; Polícia Militar e Secretaria de Segurança Pública investigarão a conduta dos agentes envolvidos em Piracicaba.

Uma abordagem da Polícia Militar do Estado de São Paulo está no centro de uma grave denúncia em Piracicaba, no interior paulista. Policiais militares estão sendo acusados de obrigar três jovens, detidos sob a suspeita de tráfico de drogas, a vestirem camisetas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de serem conduzidos à delegacia.

De acordo com relatos feitos ao portal g1 por moradores locais, pela mãe de um dos detidos e pela deputada estadual Professora Bebel (PT), a situação foi inteiramente armada pelos agentes de segurança. A parlamentar destacou que as camisetas vestidas pelos suspeitos são uniformes de uso exclusivo de trabalhadores contratados para a campanha.

A mãe de um dos jovens negou veementemente que o filho tenha qualquer envolvimento com o tráfico de drogas ou atuação política. Ela também apresentou denúncias de truculência policial, relatando que os PMs invadiram sua residência e agrediram fisicamente sua filha de 14 anos com um soco no peito.

Repercussão em vídeo e acionamento da PGR

O caso ganhou ampla repercussão após um vídeo, que mostra a chegada dos três detidos à delegacia usando as camisetas vermelhas, ser compartilhado nas redes sociais. O material foi publicado pelo senador eleito Guilherme Derrite (PL). Por meio de nota, Derrite se manifestou afirmando que publicou as imagens apenas com o intuito de chamar a atenção para o problema do aliciamento de jovens pelo tráfico de drogas, sem fazer menção às camisetas utilizadas.

Diante do ocorrido, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Procuradoria-Geral Eleitoral exigindo a abertura de investigações. O partido argumenta que o cenário foi montado de forma proposital para produzir um vídeo falso visando prejudicar a campanha eleitoral, e cobra a apuração das agressões físicas e ameaças relatadas pelos familiares dos jovens.

Resposta das autoridades

Em meio à polêmica, as autoridades de segurança de São Paulo se pronunciaram. Em nota oficial, a Polícia Militar informou que tomou conhecimento, por meio das redes sociais, das alegações referentes às agressões e ao uso forçado das peças de roupa. A corporação assegurou que todos os fatos serão apurados através dos procedimentos cabíveis.

Na mesma linha, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) declarou que investigará rigorosamente qualquer denúncia que aponte irregularidades na conduta dos policiais envolvidos na ocorrência.

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