Relatório da Anatel (2º tri/2026) mostra queda de 13,4% no preço médio do GB, de R$ 6,19 para R$ 5,36. Ao mesmo tempo, consumo médio por usuário subiu 16,8%, para 6,80 GB mensais.
O preço médio da internet móvel ficou 13,4% mais barato no Brasil em um ano, segundo o Panorama Econômico‑Financeiro do Setor de Telecomunicações do segundo trimestre de 2026, divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O valor médio do gigabyte (GB) consumido caiu de R$ 6,19 no segundo trimestre de 2025 para R$ 5,36 no mesmo período de 2026.
A redução do preço por GB ocorreu ao mesmo tempo em que o consumo de dados por celular aumentou. O consumo médio mensal por usuário cresceu 16,8%, passando de 5,82 GB para 6,80 GB. No total, o consumo de dados móveis atingiu 4,36 bilhões de GB no período.
Apesar da queda na média nacional, o custo do gigabyte varia entre as unidades da Federação. O Rio Grande do Sul apresentou o maior valor, de R$ 7,26 por GB, enquanto o Amazonas registrou o menor custo, de R$ 3,87 por GB. A seguir, a lista de preços estaduais calculados pela Anatel para o segundo trimestre de 2026.
Preço médio por GB por estado (2º tri de 2026)
- Acre — R$ 4,32 por GB
- Alagoas — R$ 5,18 por GB
- Amazonas — R$ 3,87 por GB
- Amapá — R$ 4,14 por GB
- Bahia — R$ 5,44 por GB
- Ceará — R$ 4,32 por GB
- Distrito Federal — R$ 4,11 por GB
- Espírito Santo — R$ 4,97 por GB
- Goiás — R$ 5,65 por GB
- Maranhão — R$ 4,94 por GB
- Minas Gerais — R$ 5,95 por GB
- Mato Grosso do Sul — R$ 5,54 por GB
- Mato Grosso — R$ 5,29 por GB
- Pará — R$ 4,57 por GB
- Paraíba — R$ 4,00 por GB
- Pernambuco — R$ 4,88 por GB
- Piauí — R$ 5,40 por GB
- Paraná — R$ 6,25 por GB
- Rio de Janeiro — R$ 4,30 por GB
- Rio Grande do Norte — R$ 5,60 por GB
- Rondônia — R$ 4,89 por GB
- Roraima — R$ 4,23 por GB
- Rio Grande do Sul — R$ 7,26 por GB
- Santa Catarina — R$ 5,94 por GB
- Sergipe — R$ 4,31 por GB
- São Paulo — R$ 5,69 por GB
- Tocantins — R$ 4,54 por GB
Os dados mostram que São Paulo ficou acima da média nacional, com R$ 5,69 por GB. O Rio de Janeiro registrou R$ 4,30 por GB, enquanto o Distrito Federal apresentou R$ 4,11 por GB.
A redução do preço médio por GB não necessariamente se traduz em gasto menor dos consumidores com seus planos, pois o indicador utilizado pela Anatel é um proxy de preço médio por gigabyte calculado a partir de dados das operadoras e não corresponde a um preço de um pacote comercial específico.
O Distrito Federal teve o maior consumo médio do país, com 10,57 GB por usuário, enquanto o Maranhão marcou o menor consumo, com 4,79 GB por usuário no segundo trimestre de 2026.
A queda de preços não se limitou à internet móvel. O levantamento da Anatel aponta que o proxy de preço do GB na banda larga fixa caiu 8% em um ano, de R$ 0,25 para R$ 0,23. Paralelamente, o consumo médio por usuário na banda larga fixa aumentou de 385 GB para 404 GB no período, alta de 4,94%.
A diferença entre os dois serviços continua grande: o indicador de preço por GB da internet móvel ficou cerca de 23 vezes acima do registrado na banda larga fixa. O Panorama Econômico‑Financeiro considera dados consolidados das operadoras que não se enquadram como Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs) e apresenta indicadores nacionais e estaduais de consumo e preços médios dos serviços de banda larga móvel e fixa.
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