A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, participou nesta segunda-feira, 18, de uma reunião para definir encaminhamentos relativos ao plebiscito que decidirá a delimitação territorial entre Aracaju e São Cristóvão. O encontro concentrou esforços para viabilizar a realização da consulta popular ainda este ano, em conjunto com as eleições estaduais marcadas para o dia 4 de outubro.
Além da prefeita, estiveram presentes o procurador-geral do município, Hunaldo Mota; o secretário municipal da Fazenda (Semfaz), Sidney Thiago; a secretária municipal de Comunicação Social (Secom), Gleice Queiroz; e o secretário municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), Thiago Silva. Os participantes avaliaram aspectos técnicos, jurídicos e administrativos necessários para a realização da consulta.
Durante o encontro, foram discutidos, entre outros pontos, a definição precisa da área que será submetida à votação e os próximos passos institucionais para dar seguimento ao processo. A gestão municipal destacou a necessidade de estabelecer procedimentos que assegurem segurança jurídica e transparência em todas as etapas do plebiscito, além de preservar o direito à participação da população afetada.
Segundo a prefeita, a administração pretende conduzir as tratativas de modo responsável, priorizando o entendimento entre os municípios e garantindo que a comunidade tenha voz na definição do território. Em sua manifestação, ela ressaltou a relevância do diálogo institucional e da busca por soluções equilibradas que respeitem o sentimento de pertencimento dos moradores da área em questão.
O procurador-geral Hunaldo Mota afirmou que o objetivo é criar as condições necessárias para que a população se manifeste democraticamente ainda este ano, junto com a eleição estadual. Ele mencionou a necessidade de medidas práticas, como a definição da área que será objeto do plebiscito — se permanecerá sob a jurisdição de São Cristóvão ou passará para Aracaju — e a proposta de solicitar audiência ao juiz federal responsável pelo processo judicial que trata do conflito territorial, com vistas a uma eventual conciliação entre os dois municípios.
De acordo com os participantes, o plebiscito permitirá que os moradores externem seu sentimento de pertencimento, elemento previsto na legislação complementar que regulamenta a realização da consulta popular e que integra os critérios do estudo para a consulta.
Foto: Vitor Samuel / PMA
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