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Prefeito de Belo Horizonte veta projeto de lei sobre multa por uso de drogas em público

Policial

Prefeito de Belo Horizonte veta projeto de lei sobre multa por uso de drogas em público

Prefeito de Belo Horizonte veta projeto de lei que previa multas por uso de drogas em público.

28/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h21
Prefeito de Belo Horizonte veta projeto de lei sobre multa por uso de drogas em público

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O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, do União Brasil, decidiu vetar integralmente o projeto de lei que previa a aplicação de multas para quem fosse flagrado consumindo ou portando drogas ilícitas em espaços públicos da capital mineira. A proposta, originada no Legislativo municipal, estipulava uma sanção administrativa de R$ 1,5 mil para essas infrações. O veto foi publicado no Diário Oficial da União no último sábado, dia 27 de junho de 2026.

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A proposta, de autoria do vereador Sargento Jalyson, do PL, também previa a possibilidade de suspensão da multa caso o infrator optasse por um tratamento para dependência química, com a eventual extinção da penalidade após a conclusão do tratamento. Além disso, o texto autorizava o município a firmar convênios e destinar os recursos arrecadados para ações de prevenção e recuperação.

No entanto, na justificativa do veto, a administração municipal apontou que a medida é considerada inconstitucional, uma vez que abrange matéria penal, cuja competência legislativa é exclusiva da União. A justificativa também mencionou a contrariedade à Lei nº 11.343 de 2006, que já regulamenta o tema em nível nacional.

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Segundo a análise da Procuradoria-Geral do Município, o projeto criaria uma espécie de “sanção penal paralela”, ao prever uma punição administrativa para condutas que já são reguladas pela legislação federal, o que violaria o artigo 22 da Constituição.

A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais também se manifestou contra a proposta, durante sua tramitação, argumentando que a iniciativa ultrapassa a competência municipal ao legislar sobre ações tipificadas como crime. O órgão avaliou que isso poderia resultar em um tratamento desigual em relação à política nacional sobre drogas.

Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde alertou que a proposta adota uma abordagem “predominantemente punitiva” e pode contrabalançar as diretrizes da política de saúde mental, além de contribuir para a estigmatização dos usuários. A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos também criticou a medida, destacando o risco de seletividade social e racial nas abordagens.

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Com o veto do prefeito, a proposta retorna agora à Câmara Municipal de Belo Horizonte, que terá a opção de mantê-lo ou derrubá-lo em votação.

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A proposta, de autoria do vereador Sargento Jalyson, do PL, também previa a possibilidade de suspensão da multa caso o infrator optasse por um tratamento para dependência química, com a eventual extinção da penalidade após a conclusão do tratamento. Além disso, o texto autorizava o município a firmar convênios e destinar os recursos arrecadados para ações de prevenção e recuperação.

No entanto, na justificativa do veto, a administração municipal apontou que a medida é considerada inconstitucional, uma vez que abrange matéria penal, cuja competência legislativa é exclusiva da União. A justificativa também mencionou a contrariedade à Lei nº 11.343 de 2006, que já regulamenta o tema em nível nacional.

Segundo a análise da Procuradoria-Geral do Município, o projeto criaria uma espécie de “sanção penal paralela”, ao prever uma punição administrativa para condutas que já são reguladas pela legislação federal, o que violaria o artigo 22 da Constituição.

A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais também se manifestou contra a proposta, durante sua tramitação, argumentando que a iniciativa ultrapassa a competência municipal ao legislar sobre ações tipificadas como crime. O órgão avaliou que isso poderia resultar em um tratamento desigual em relação à política nacional sobre drogas.

Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde alertou que a proposta adota uma abordagem “predominantemente punitiva” e pode contrabalançar as diretrizes da política de saúde mental, além de contribuir para a estigmatização dos usuários. A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos também criticou a medida, destacando o risco de seletividade social e racial nas abordagens.

Com o veto do prefeito, a proposta retorna agora à Câmara Municipal de Belo Horizonte, que terá a opção de mantê-lo ou derrubá-lo em votação.

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