Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Educação

Professor da UFMG recebe maior prêmio da Unesco em pesquisa sobre ética na inteligência artificial

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) revelou os vencedores da primeira edição do Prêmio Unesco-Uzbequistão para Pesquisa Científica sobre Ética na Inteligência Artificial. O prêmio principal foi concedido ao brasileiro Virgílio Almeida, professor do Departamento de Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Reconhecido por estudos […]

07/11/2025 · 17h14 · Atualizado às 19h08
Professor da UFMG recebe maior prêmio da Unesco em pesquisa sobre ética na inteligência artificial

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) revelou os vencedores da primeira edição do Prêmio Unesco-Uzbequistão para Pesquisa Científica sobre Ética na Inteligência Artificial. O prêmio principal foi concedido ao brasileiro Virgílio Almeida, professor do Departamento de Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Reconhecido por estudos sobre governança da internet, inteligência artificial (IA) e algoritmos, Almeida tem contribuído para a formulação de políticas de regulação dessas tecnologias no Brasil e no exterior. Entre suas participações de destaque está a elaboração do Marco Civil da Internet, na década passada, período em que ocupou o cargo de secretário nacional de Políticas de Informática no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Publicidade

Na ocasião, o vazamento de documentos feito por Edward Snowden expôs um esquema de vigilância eletrônica conduzido pelo governo dos Estados Unidos. A divulgação incluiu suposta espionagem contra a Petrobras e contra a então presidente Dilma Rousseff, estimulando debates internacionais nos quais Almeida representou o Brasil.

De volta ao país, o pesquisador prosseguiu na UFMG e assumiu atividades na Universidade de São Paulo, na Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados, onde coordena o projeto IA Responsável. A iniciativa investiga aspectos técnicos, sociais, legais e institucionais da inteligência artificial.

Indicada pelo Ministério das Relações Exteriores, a candidatura de Virgílio Almeida foi comemorada pelo governo brasileiro, que declarou em nota que o reconhecimento “reflete o compromisso do Brasil com uma governança inclusiva e com o uso ético e responsável das tecnologias digitais”.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Outros ganhadores

Também foram premiadas as pesquisadoras Claudia Roda e Susan Perry, da Cátedra Unesco para Inteligência Artificial e Direitos Humanos da American University of Paris, onde investigam o impacto das tecnologias digitais no cotidiano. O Instituto para Governança Internacional da Inteligência Artificial da Universidade de Tsinghua, na China, liderado pelo professor Xue Lan, completou a lista de vencedores; o centro atua desde 2020 em propostas para uma IA responsável e inclusiva.

Beruniy Prize

O prêmio leva o nome de Abu Rayhan al-Biruni (ou Beruniy), cientista persa dos séculos X e XI que se destacou em áreas como astronomia, matemática, geografia e física. Considerado um patrono da ciência e da cultura no Uzbequistão, Beruniy é homenageado pela premiação, parte dos esforços do país da Ásia Central para difundir sua herança cultural e reforçar vínculos internacionais.

Com informações de Agência Brasil

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) revelou os vencedores da primeira edição do Prêmio Unesco-Uzbequistão para Pesquisa Científica sobre Ética na Inteligência Artificial. O prêmio principal foi concedido ao brasileiro Virgílio Almeida, professor do Departamento de Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Reconhecido por estudos sobre governança da internet, inteligência artificial (IA) e algoritmos, Almeida tem contribuído para a formulação de políticas de regulação dessas tecnologias no Brasil e no exterior. Entre suas participações de destaque está a elaboração do Marco Civil da Internet, na década passada, período em que ocupou o cargo de secretário nacional de Políticas de Informática no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Na ocasião, o vazamento de documentos feito por Edward Snowden expôs um esquema de vigilância eletrônica conduzido pelo governo dos Estados Unidos. A divulgação incluiu suposta espionagem contra a Petrobras e contra a então presidente Dilma Rousseff, estimulando debates internacionais nos quais Almeida representou o Brasil.

De volta ao país, o pesquisador prosseguiu na UFMG e assumiu atividades na Universidade de São Paulo, na Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados, onde coordena o projeto IA Responsável. A iniciativa investiga aspectos técnicos, sociais, legais e institucionais da inteligência artificial.

Indicada pelo Ministério das Relações Exteriores, a candidatura de Virgílio Almeida foi comemorada pelo governo brasileiro, que declarou em nota que o reconhecimento “reflete o compromisso do Brasil com uma governança inclusiva e com o uso ético e responsável das tecnologias digitais”.

Outros ganhadores

Também foram premiadas as pesquisadoras Claudia Roda e Susan Perry, da Cátedra Unesco para Inteligência Artificial e Direitos Humanos da American University of Paris, onde investigam o impacto das tecnologias digitais no cotidiano. O Instituto para Governança Internacional da Inteligência Artificial da Universidade de Tsinghua, na China, liderado pelo professor Xue Lan, completou a lista de vencedores; o centro atua desde 2020 em propostas para uma IA responsável e inclusiva.

Beruniy Prize

O prêmio leva o nome de Abu Rayhan al-Biruni (ou Beruniy), cientista persa dos séculos X e XI que se destacou em áreas como astronomia, matemática, geografia e física. Considerado um patrono da ciência e da cultura no Uzbequistão, Beruniy é homenageado pela premiação, parte dos esforços do país da Ásia Central para difundir sua herança cultural e reforçar vínculos internacionais.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA