Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Educação

Professores no Brasil gastam 21% da aula para controlar a disciplina, aponta OCDE

Docentes brasileiros destinam, em média, 21% do tempo de cada aula para restabelecer a ordem em sala. Em termos práticos, a cada cinco horas de atividade, uma hora é consumida com questões de comportamento dos estudantes. O dado faz parte da quarta edição da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2024, divulgada nesta segunda-feira […]

06/10/2025 · 23h10
Professores no Brasil gastam 21% da aula para controlar a disciplina, aponta OCDE

Docentes brasileiros destinam, em média, 21% do tempo de cada aula para restabelecer a ordem em sala. Em termos práticos, a cada cinco horas de atividade, uma hora é consumida com questões de comportamento dos estudantes. O dado faz parte da quarta edição da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2024, divulgada nesta segunda-feira (6) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Comparação internacional

A pesquisa avaliou professores e diretores dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) em 53 países. A média de tempo perdida com disciplina entre os membros da OCDE é de 15%, seis pontos percentuais abaixo do índice brasileiro. Tanto no Brasil quanto no conjunto dos países pesquisados, o indicador subiu dois pontos em relação a 2018.

Publicidade

Interrupções em sala

Quase metade dos docentes brasileiros (44%) relata ser interrompida com frequência pelos alunos, mais que o dobro da média da OCDE, de 18%.

Estresse e saúde

O levantamento mostra que 21% dos professores no Brasil consideram o trabalho altamente estressante, percentual próximo ao registrado nos demais países (19%) e sete pontos acima do observado em 2018. A docência impacta negativamente a saúde mental para 16% dos entrevistados no país, contra 10% na média da OCDE. Em relação à saúde física, 12% dos brasileiros se dizem muito afetados, ante 8% no contexto internacional.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Percepção de valorização

Apenas 14% dos professores brasileiros acreditam que a profissão é valorizada pela sociedade, três pontos a mais que em 2018, mas ainda inferior à média de 22% entre os países da OCDE. O mesmo percentual (14%) sente reconhecimento nas políticas públicas, oito pontos acima da edição anterior da pesquisa e próximo ao índice médio de 16% da organização.

Satisfação na carreira

Apesar dos desafios, 87% dos docentes no Brasil declaram satisfação geral com o trabalho — patamar semelhante ao de 2018 e próximo à média internacional de 89%. Para 58% dos entrevistados, ser professor foi a primeira escolha de carreira, percentual alinhado ao cenário global.

Metodologia

A Talis é realizada pela OCDE desde 2008. A coleta de dados da edição de 2024 ocorreu no Brasil entre junho e julho, sob coordenação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e apoio das secretarias estaduais de educação.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Docentes brasileiros destinam, em média, 21% do tempo de cada aula para restabelecer a ordem em sala. Em termos práticos, a cada cinco horas de atividade, uma hora é consumida com questões de comportamento dos estudantes. O dado faz parte da quarta edição da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2024, divulgada nesta segunda-feira (6) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Comparação internacional

A pesquisa avaliou professores e diretores dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) em 53 países. A média de tempo perdida com disciplina entre os membros da OCDE é de 15%, seis pontos percentuais abaixo do índice brasileiro. Tanto no Brasil quanto no conjunto dos países pesquisados, o indicador subiu dois pontos em relação a 2018.

Interrupções em sala

Quase metade dos docentes brasileiros (44%) relata ser interrompida com frequência pelos alunos, mais que o dobro da média da OCDE, de 18%.

Estresse e saúde

O levantamento mostra que 21% dos professores no Brasil consideram o trabalho altamente estressante, percentual próximo ao registrado nos demais países (19%) e sete pontos acima do observado em 2018. A docência impacta negativamente a saúde mental para 16% dos entrevistados no país, contra 10% na média da OCDE. Em relação à saúde física, 12% dos brasileiros se dizem muito afetados, ante 8% no contexto internacional.

Percepção de valorização

Apenas 14% dos professores brasileiros acreditam que a profissão é valorizada pela sociedade, três pontos a mais que em 2018, mas ainda inferior à média de 22% entre os países da OCDE. O mesmo percentual (14%) sente reconhecimento nas políticas públicas, oito pontos acima da edição anterior da pesquisa e próximo ao índice médio de 16% da organização.

Satisfação na carreira

Apesar dos desafios, 87% dos docentes no Brasil declaram satisfação geral com o trabalho — patamar semelhante ao de 2018 e próximo à média internacional de 89%. Para 58% dos entrevistados, ser professor foi a primeira escolha de carreira, percentual alinhado ao cenário global.

Metodologia

A Talis é realizada pela OCDE desde 2008. A coleta de dados da edição de 2024 ocorreu no Brasil entre junho e julho, sob coordenação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e apoio das secretarias estaduais de educação.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA