A repórter entrou na caminhada ao redor do palco no estádio madrilenho e relata a experiência depois de observar entradas por arquibancadas, VIP e pista. Não tinha intenção de fotos ou contato com a cantora de 49 anos.
Desde que a turnê “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour” começou, em fevereiro de 2025, a caminhada de Shakira cercada pela chamada “matilha de lobas” foi vista incontáveis vezes por quem acompanhou os shows pela internet e pelas arquibancadas. Na última noite, nesta segunda-feira (12), depois de observar a entrada de diferentes pontos do Estadio Shakira — arquibancadas, área VIP e pista — a autora finalmente pôde viver a experiência por dentro.
A reportagem relata que a participação na chamada “Camina con La Loba” não teve o objetivo de buscar fotos ou contato pessoal com a cantora de 49 anos. A intenção foi sentir como era integrar a entrada que transformava o estádio em uma grande massa de reação coletiva.
“Camina con La Loba”
A caminhada durou cerca de dois minutos. Um grupo de convidados acompanhou Shakira de uma das entradas do estádio até o palco principal, enquanto o público a recebia no início do show. Alguns dias antes, a autora havia escrito para Tomás Palacios, assessor de imprensa de Shakira na Espanha, pedindo para participar. A confirmação chegou apenas um dia antes, por e‑mail com um QR code e instruções.
O encontro foi marcado para as 19h30 (horário local), em uma tenda nos fundos do palco. Os participantes foram divididos em quatro grupos identificados por pulseiras numeradas e organizados por altura, da pessoa mais baixa à mais alta. Entre os que aguardavam estavam jornalistas, influenciadores e fãs vindos de outros países. Na frente da autora, fãs do Peru esperavam segurando a bandeira do país. Em uma área separada, havia convidados VIP, entre eles as modelos Esther Cañadas e Blanca Padilla, a criadora de conteúdo Laura Escanes, a escritora e apresentadora Nuria Roca e a jornalista Pilar Vidal.
Antes da caminhada foram distribuídas capas prateadas e óculos escuros, itens que fazem parte da experiência. A autora recordou que colegas que já tinham acompanhado a entrada em outras cidades — Jessica Roiz e Natalia Cano — haviam contado sobre o calor das capas e a dificuldade visual causada pelos óculos, informação que orientou a preparação para aproveitar o momento mesmo com a visão reduzida.
O show estava marcado para as 20h30, mas começou cerca de meia hora depois. Quando chegou a vez do grupo, a espera totalizou quase uma hora e meia, marcada por uivos, gritos e cantorias espontâneas de músicas de Shakira puxadas pelos presentes. Com os óculos, a autora mal conseguia ver e não avistou Shakira de perto, mas descreveu que, ao entrar no estádio, o som de mais de 50 mil pessoas gritando, cantando e aplaudindo, combinado com música, luzes e adrenalina, tomou conta do momento.
O relato preserva detalhes da organização e do clima vivido pelos participantes na última noite da residência em Madri, mostrando a logística, os itens usados na caminhada e a reação do público durante a entrada até o palco.

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