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Cultura

Ret reúne pichação, escrita e música em ‘Retianismo’ na Barra

Filipe Ret apresenta 'Retianismo' neste sábado (7): exposição e show na Farmasi Arena reúnem pichação, cadernos, audiovisual e música.

07/11/2026 · 14h00
Ret reúne pichação, escrita e música em ‘Retianismo’ na Barra

Projeto estreia sábado (7) na Farmasi Arena, no Rio, com mostra e apresentação ao vivo que juntam pixo, letras e som. A exposição percorre sua trajetória dos desenhos de infância até a assinatura nas ruas.

Filipe Cavaleiro de Macedo da Silva Faria, conhecido artisticamente como Ret, vai apresentar neste sábado (7) o projeto “Retianismo”, que combina exposição e show na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A proposta tem como eixo a experiência de pertencimento e traça a trajetória do artista desde os desenhos de infância até a pichação, a escrita e a música.

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Antes da carreira musical, Ret já assinava muros da cidade com o apelido que viraria marca. O gesto nas paredes foi um primeiro reconhecimento público: a assinatura nas ruas deu ao artista uma forma de existir antes da música.

Cadernos, fotografias e objetos pessoais compõem o arquivo que será mostrado no percurso expositivo, organizado em três salas. A primeira reunirá objetos pessoais e arquivo; a segunda, projeções e recursos audiovisuais; e a terceira, uma loja e informações sobre projetos futuros.

“A pichação foi uma evolução natural dos meus desenhos”

O próprio artista contextualiza a pichação como continuação dos desenhos: começou aos 11 anos, segurando a lata com as duas mãos, num gesto que atribuiu a uma intuição de identidade. A vivência no Catete, as idas à Praia do Flamengo e à Lapa, e a experiência com o funk de baile e os chamados proibidões aparecem como elementos que moldaram sua percepção do espaço urbano e do localismo carioca.

Outra fase apontada por Ret foi a escrita. Em meio a uma crise pessoal e ao uso de medicamentos que, segundo ele, afetaram sua criatividade, o artista criou o blog “Máximas Retianas” para organizar pensamentos e ideias.

“Existia uma confusão mental muito grande. Eu precisava organizar minhas ideias mesmo, colocar em palavras”

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O nome Ret, forjado nas ruas, serviu como base para o desenvolvimento do alter ego que o ajudou no processo de recuperação e criação. Desenho, pichação e lírica se reuniram enfim na música, que conserva a atitude das primeiras intervenções e a lírica de sobrevivência presente nas letras.

O percurso expositivo também dialoga com os quatro elementos — água, terra, fogo e ar — e estabelece continuidade com a produção discográfica do artista, atravessando a trilogia “Imaterial” (2021), “Lume” (2022) e “Nume” (2024). A curadoria do projeto é de Ademar Britto, com projeto expográfico do Estúdio Chão, produção da Megadiverso e instalação da ParaRaio.

“Ret foi um chão muito importante pra eu desenvolver, em cima desse alter ego, minhas ideias e ir me curando”

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Na Farmasi Arena, onde o artista gravou “FRXV” em 2023, a proposta do evento inclui também uma interação com o público: cada visitante será convidado a responder à pergunta colocada pelo projeto.

“Qual é o seu ismo?”

Filipe Ret no Rio: Serviço

  • Evento: “Retianismo” — show e exposição.
  • Data: sábado, 7 de novembro de 2026.
  • Local: Farmasi Arena, Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
  • Horários: abertura às 18h; show às 22h.
  • Classificação: 16 anos.
  • Ingressos: Ticket360. Há modalidade solidária mediante entrega de 1 kg de alimento não perecível, exceto sal e fubá.

O projeto também prevê a apresentação de um plano para a criação de um instituto na Rua Pedro Américo, no Catete, que por enquanto está em fase de ideia. A mostra e o show prometem mapear a formação artística de Ret e convidar o público a reconhecer as experiências que compõem identidades individuais e coletivas.

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Projeto estreia sábado (7) na Farmasi Arena, no Rio, com mostra e apresentação ao vivo que juntam pixo, letras e som. A exposição percorre sua trajetória dos desenhos de infância até a assinatura nas ruas.

Filipe Cavaleiro de Macedo da Silva Faria, conhecido artisticamente como Ret, vai apresentar neste sábado (7) o projeto “Retianismo”, que combina exposição e show na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A proposta tem como eixo a experiência de pertencimento e traça a trajetória do artista desde os desenhos de infância até a pichação, a escrita e a música.

Antes da carreira musical, Ret já assinava muros da cidade com o apelido que viraria marca. O gesto nas paredes foi um primeiro reconhecimento público: a assinatura nas ruas deu ao artista uma forma de existir antes da música.

Cadernos, fotografias e objetos pessoais compõem o arquivo que será mostrado no percurso expositivo, organizado em três salas. A primeira reunirá objetos pessoais e arquivo; a segunda, projeções e recursos audiovisuais; e a terceira, uma loja e informações sobre projetos futuros.

“A pichação foi uma evolução natural dos meus desenhos”

O próprio artista contextualiza a pichação como continuação dos desenhos: começou aos 11 anos, segurando a lata com as duas mãos, num gesto que atribuiu a uma intuição de identidade. A vivência no Catete, as idas à Praia do Flamengo e à Lapa, e a experiência com o funk de baile e os chamados proibidões aparecem como elementos que moldaram sua percepção do espaço urbano e do localismo carioca.

Outra fase apontada por Ret foi a escrita. Em meio a uma crise pessoal e ao uso de medicamentos que, segundo ele, afetaram sua criatividade, o artista criou o blog “Máximas Retianas” para organizar pensamentos e ideias.

“Existia uma confusão mental muito grande. Eu precisava organizar minhas ideias mesmo, colocar em palavras”

O nome Ret, forjado nas ruas, serviu como base para o desenvolvimento do alter ego que o ajudou no processo de recuperação e criação. Desenho, pichação e lírica se reuniram enfim na música, que conserva a atitude das primeiras intervenções e a lírica de sobrevivência presente nas letras.

O percurso expositivo também dialoga com os quatro elementos — água, terra, fogo e ar — e estabelece continuidade com a produção discográfica do artista, atravessando a trilogia “Imaterial” (2021), “Lume” (2022) e “Nume” (2024). A curadoria do projeto é de Ademar Britto, com projeto expográfico do Estúdio Chão, produção da Megadiverso e instalação da ParaRaio.

“Ret foi um chão muito importante pra eu desenvolver, em cima desse alter ego, minhas ideias e ir me curando”

Na Farmasi Arena, onde o artista gravou “FRXV” em 2023, a proposta do evento inclui também uma interação com o público: cada visitante será convidado a responder à pergunta colocada pelo projeto.

“Qual é o seu ismo?”

Filipe Ret no Rio: Serviço

  • Evento: “Retianismo” — show e exposição.
  • Data: sábado, 7 de novembro de 2026.
  • Local: Farmasi Arena, Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
  • Horários: abertura às 18h; show às 22h.
  • Classificação: 16 anos.
  • Ingressos: Ticket360. Há modalidade solidária mediante entrega de 1 kg de alimento não perecível, exceto sal e fubá.

O projeto também prevê a apresentação de um plano para a criação de um instituto na Rua Pedro Américo, no Catete, que por enquanto está em fase de ideia. A mostra e o show prometem mapear a formação artística de Ret e convidar o público a reconhecer as experiências que compõem identidades individuais e coletivas.

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