No quadro Conexão Enem, o professor Aldrin explica fenômenos geográficos e os impactos da urbanização desordenada no Brasil para auxiliar os estudantes sergipanos.
Com a aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, os estudantes sergipanos intensificam o ritmo de estudos. Para auxiliar os candidatos a chegarem mais preparados e confiantes às provas, o quadro Conexão Enem, exibido diariamente no telejornal SE1 (TV Sergipe), tem levado professores às ruas para explicar conteúdos e estratégias fundamentais que costumam ser cobrados no exame.
Em uma das edições recentes, gravada diretamente do Centro da cidade — local que representa o núcleo histórico onde o espaço urbano geralmente se inicia —, o professor de geografia Aldrin abordou a dinâmica de expansão das cidades. Ele detalhou o conceito de crescimento horizontal, que se materializa por meio da construção de novos bairros, vias de acesso e conjuntos habitacionais.
Conurbação e contexto histórico
O especialista destacou que esse espalhamento físico contínuo pode fazer com que a mancha urbana de uma cidade ultrapasse seus limites e alcance os municípios vizinhos. Esse processo geográfico de junção é chamado de conurbação, e sua principal consequência é a formação das metrópoles e megalópoles.
Ao contextualizar o tema para o cenário brasileiro, o professor lembrou que esse fenômeno ganhou forte impulso a partir da década de 1950, sob o governo do presidente Juscelino Kubitschek. A entrada de empresas multinacionais acelerou a modernização e a transição do país, fazendo com que, em menos de dez anos, mais da metade da população brasileira passasse a viver nas áreas urbanas.
Consequências do crescimento desordenado
Como essa rápida urbanização ocorreu de forma desordenada e sem planejamento prévio, gerou problemas estruturais crônicos que são figurinhas carimbadas nas provas de Ciências Humanas do Enem. O professor destacou os dois principais:
- Macrocefalia urbana: Ocorre quando a cidade incha rapidamente e a infraestrutura de serviços, transportes e equipamentos públicos não consegue acompanhar a mesma velocidade do crescimento populacional, gerando um colapso urbano.
- Segregação socioespacial: É a consequência direta da distribuição desigual da infraestrutura. A cidade fica visivelmente dividida entre áreas bem estruturadas e valorizadas, e regiões periféricas totalmente desprovidas de serviços básicos e investimentos públicos.
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