O ex-jogador Ronaldo Fenômeno anunciou nesta quarta-feira (12) que está se retirando do processo de candidatura à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Desde que oficializou sua intenção de concorrer ao cargo, no final do ano passado, Ronaldo enfrentou desafios significativos para obter o apoio necessário.
De acordo com o Estatuto da CBF, para inscrever uma chapa e participar da eleição, o candidato precisa do apoio de, no mínimo, quatro federações estaduais e quatro clubes da Série A ou B. Ronaldo iniciou o processo tentando contato com as federações, mas encontrou dificuldades para consolidar as alianças necessárias.
Em um comunicado, Ronaldo destacou que o sistema eleitoral da CBF favorece naturalmente quem já está no poder, tornando a tarefa ainda mais complexa para quem busca uma mudança. A desistência de Ronaldo marca o fim de uma tentativa de renovação na gestão do futebol brasileiro, que enfrenta críticas constantes por falta de transparência e eficiência.
A decisão de Ronaldo gera debates sobre a necessidade de reformas no sistema eleitoral da CBF, para permitir maior pluralidade e competitividade nas eleições. Enquanto isso, a entidade segue sob o comando de Ednaldo Rodrigues, que busca se manter no cargo.