Nascida em 26 de maio de 1914, na Bahia, com o nome de Maria Rita, Santa Dulce dos Pobres foi uma das mais importantes figuras da caridade no Brasil. Desde a juventude, sua dedicação aos mais necessitados se manifestou de forma intensa. Aos 16 anos, ela já acolhia pobres no porão de sua casa, distribuindo alimentos, roupas e remédios, demonstrando a vocação que marcaria sua vida inteira.
Em sua trajetória, ela fundou o primeiro movimento operário cristão em Salvador, o Sindicato Operário de São Francisco, e o Clube dos Trabalhadores da Bahia, além de inaugurar o Colégio Santo Antônio. Sua obra mais notável começou em 1949, quando acolheu setenta enfermos em um antigo galinheiro. Este foi o embrião de um vasto complexo social e de saúde que, em 1960, se tornou o Asilo Social Irmã Dulce. A sua caridade, descrita como “maternal e terna”, era a força motriz por trás de uma impressionante rede de assistência aos mais vulneráveis.
Após anos de dedicação e trabalho incansável, Santa Dulce faleceu em 13 de março de 1992, em Salvador, sendo carinhosamente lembrada como a “Mãe dos Pobres” e o “Anjo Bom da Bahia”. Seu legado de fé e serviço aos necessitados culminou em sua canonização pelo Papa Francisco em 13 de outubro de 2019. Sua vida é um testemunho da primazia de Deus e da dignidade humana, inspirando a caridade e a compaixão em todo o país.
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