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SBPC premia pesquisadoras brasileiras em celebração ao Dia das Mulheres e Meninas na Ciência

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) entrega nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, voltado a pesquisadoras com trajetória de destaque em três áreas do conhecimento. A cerimônia ocorre à tarde, em São Paulo, e marca o Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência, data instituída pela Assembleia Geral da ONU em 2015 para reforçar a importância da igualdade de gênero na produção científica.

11/02/2026 · 10h39
SBPC premia pesquisadoras brasileiras em celebração ao Dia das Mulheres e Meninas na Ciência

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) entrega nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, voltado a pesquisadoras com trajetória de destaque em três áreas do conhecimento. A cerimônia ocorre à tarde, em São Paulo, e marca o Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência, data instituída pela Assembleia Geral da ONU em 2015 para reforçar a importância da igualdade de gênero na produção científica.

Na categoria Ciências Biológicas e da Saúde, a homenageada é a professora Luísa Lina Villa, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e colaboradora do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Referência internacional em estudos sobre o Papilomavírus Humano (HPV), Villa afirmou sentir-se “orgulhosa e feliz” com o reconhecimento e ressaltou que dividirá o mérito com alunos e colaboradores que participam de suas pesquisas.

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O interesse da cientista pela área começou ainda na infância, quando usava uma lupa para observar microrganismos. Depois do doutorado em leveduras, passou a investigar o HPV no início da década de 1980. Por quase 30 anos atuou no Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer e, posteriormente, deu continuidade aos estudos na USP.

Entre as contribuições do grupo liderado por Villa estão a comprovação da segurança, da imunogenicidade e da eficácia das vacinas contra o HPV; a identificação de que infecções persistentes aumentam o risco de tumores, especialmente no colo do útero; e a descrição das taxas de contaminação entre homens, que podem desenvolver lesões no pênis, canal anal e orofaringe.

Graças a esses trabalhos, o Brasil oferece gratuitamente a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de pessoas de 9 a 45 anos que vivem com HIV, transplantados ou pacientes oncológicos. Estudos internacionais já registram queda nas infecções e nos casos de câncer de colo de útero uma década após a introdução do imunizante.

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Demais premiadas

Na área de Humanidades, o prêmio principal será entregue à professora emérita da USP Ana Mae Tavares Bastos Barbosa. Já na categoria Engenharias, Exatas e Ciências da Terra, a escolhida foi a docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Iris Concepcion Linares de Torriani.

A 7ª edição do Prêmio Carolina Bori também concederá menções honrosas a três pesquisadoras: Maria Arminda do Nascimento Arruda (USP), em Humanidades; Marilia Oliveira Fonseca Goulart (Universidade Federal de Alagoas), em Exatas e Ciências da Terra; e Nísia Verônica Trindade Lima (Fundação Oswaldo Cruz), em Ciências Biológicas e da Saúde.

Instituída em 2019, a premiação leva o nome de Carolina Bori (1924-2004), primeira mulher a presidir a SBPC, e busca valorizar o trabalho feminino na ciência brasileira.

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A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) entrega nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, voltado a pesquisadoras com trajetória de destaque em três áreas do conhecimento. A cerimônia ocorre à tarde, em São Paulo, e marca o Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência, data instituída pela Assembleia Geral da ONU em 2015 para reforçar a importância da igualdade de gênero na produção científica.

Na categoria Ciências Biológicas e da Saúde, a homenageada é a professora Luísa Lina Villa, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e colaboradora do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Referência internacional em estudos sobre o Papilomavírus Humano (HPV), Villa afirmou sentir-se “orgulhosa e feliz” com o reconhecimento e ressaltou que dividirá o mérito com alunos e colaboradores que participam de suas pesquisas.

O interesse da cientista pela área começou ainda na infância, quando usava uma lupa para observar microrganismos. Depois do doutorado em leveduras, passou a investigar o HPV no início da década de 1980. Por quase 30 anos atuou no Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer e, posteriormente, deu continuidade aos estudos na USP.

Entre as contribuições do grupo liderado por Villa estão a comprovação da segurança, da imunogenicidade e da eficácia das vacinas contra o HPV; a identificação de que infecções persistentes aumentam o risco de tumores, especialmente no colo do útero; e a descrição das taxas de contaminação entre homens, que podem desenvolver lesões no pênis, canal anal e orofaringe.

Graças a esses trabalhos, o Brasil oferece gratuitamente a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de pessoas de 9 a 45 anos que vivem com HIV, transplantados ou pacientes oncológicos. Estudos internacionais já registram queda nas infecções e nos casos de câncer de colo de útero uma década após a introdução do imunizante.

Demais premiadas

Na área de Humanidades, o prêmio principal será entregue à professora emérita da USP Ana Mae Tavares Bastos Barbosa. Já na categoria Engenharias, Exatas e Ciências da Terra, a escolhida foi a docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Iris Concepcion Linares de Torriani.

A 7ª edição do Prêmio Carolina Bori também concederá menções honrosas a três pesquisadoras: Maria Arminda do Nascimento Arruda (USP), em Humanidades; Marilia Oliveira Fonseca Goulart (Universidade Federal de Alagoas), em Exatas e Ciências da Terra; e Nísia Verônica Trindade Lima (Fundação Oswaldo Cruz), em Ciências Biológicas e da Saúde.

Instituída em 2019, a premiação leva o nome de Carolina Bori (1924-2004), primeira mulher a presidir a SBPC, e busca valorizar o trabalho feminino na ciência brasileira.

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