O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) João de Oliveira Sobral, em Aracaju, promoveu o “Show de Calouros Anos 80: Memórias e Lembranças”, evento que levou ao palco usuárias do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e resgatou a atmosfera dos programas de auditório comandados por Silvio Santos e Chacrinha.
A iniciativa, organizada pela Prefeitura de Aracaju por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), foi aberta à comunidade e transformou o espaço do Cras em cenário nostálgico, recriando figurinos, jingles e a irreverência típica da década de 1980.
Preparação e objetivos
Desde julho, as participantes ensaiaram repertório musical e visitaram estúdios de rádio da capital para mergulhar na época em que o veículo era um dos principais meios de entretenimento popular. Segundo a coordenadora do Cras, Verônica Farias, o projeto fortalece vínculos familiares e comunitários ao mesmo tempo em que estimula lembranças afetivas das idosas.
A ideia partiu da educadora social Lécia Maria, que buscou inspiração em experiências profissionais e familiares. “Sou artista e venho de uma família musical. Quando percebi o entusiasmo das idosas, propus reviver um show de calouros com músicas da época delas”, contou.
Depoimentos
Entre as cantoras, Nadja Silva destacou a transformação vivida após integrar o Cras. “Minha vida melhorou 100% depois que entrei aqui. O dia de hoje foi uma bênção”, disse. Já Ilza Araújo realizou o sonho de infância ao interpretar forró caracterizada: “Era meu sonho cantar e realizei aqui”.
Participação especial
O ator Eduardo Freitas, com 47 anos de carreira, deu vida ao personagem Chacrinha. “Participar foi uma alegria porque aqui estão corações cheios de lembranças e comemoração pela vida”, declarou.
Plateia engajada
A estudante Sophia Lima, de 12 anos, acompanhou tudo de perto. “Fico arrepiada. Essas atividades trazem alegria e motivam a participar”, comentou. Para o autônomo Hipojucan Martins, que foi prestigiar a sogra, a ação deveria ocorrer anualmente: “Valorizou o Cras e resgatou recordações dos anos 80”.
Ao final, aplausos, abraços e fotos selaram uma tarde dedicada à memória coletiva e à convivência comunitária no bairro.
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