Manifestação ocorre após liminar suspender movimento sob multa de R$ 60 mil; magistrados avaliam hoje se mantêm a decisão ou permitem continuidade da paralisação.
O clima é de vigília e tensão no Centro de Aracaju. Professores vindos de todas as regiões do estado, incluindo o Agreste e o Sertão, acompanham em tempo real o julgamento que definirá se o movimento grevista é legítimo ou se a categoria deverá retornar imediatamente às salas de aula para evitar o sufocamento financeiro do sindicato.
O Embate no Tribunal
O julgamento desta quarta-feira analisa os argumentos que levaram à liminar da juíza Adelaide Maria Martins, que suspendeu a greve no início da semana:
- Argumentos do Governo: O Executivo insiste que o Sintese não realizou assembleia específica, não apresentou plano de serviços essenciais e iniciou a greve antes de esgotar as negociações.
- Argumentos do Sintese: O sindicato alega que as negociações foram encerradas unilateralmente pelo Governo ainda em 2025 e que a mobilização seguiu todos os ritos democráticos da categoria.
Cronologia da Disputa Judicial
- Segunda-feira (09/03): A greve inicia. O Governo entra com pedido de ilegalidade, negado inicialmente no plantão judicial.
- Segunda à tarde: O Estado pede reconsideração. A juíza Adelaide Maria concede a liminar, determinando a suspensão da greve sob pena de multa diária de R$ 60 mil.
- Quarta-feira (11/03): O Pleno do TJSE analisa o caso coletivamente para dar uma decisão definitiva sobre a legalidade.
A Voz do Magistério
Durante o protesto, líderes sindicais reforçaram que a pauta vai além do salário: o foco principal é o descongelamento da carreira e a preservação do poder de compra das gratificações, que, segundo eles, vêm sendo corroídas pela inflação e pela falta de revisão nos últimos anos.
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