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Talibã comanda o Afeganistão há 5 anos; veja consequências

Cinco anos após a volta do Talibã ao poder, desafios e restrições se intensificam no Afeganistão.

15/08/2026 · 11h20
Talibã comanda o Afeganistão há 5 anos; veja consequências

Em agosto de 2021, o grupo retomou Cabul enquanto as forças estrangeiras se retiravam e autoridades fugiam. Desde então, o país acumula retrocessos em direitos, crise econômica e crescente isolamento internacional.

A volta do Talibã ao poder no Afeganistão completa cinco anos neste sábado (15), após a tomada de Cabul, capital do país, e a implantação de um regime que o grupo descreveu como seguro e baseado em um sistema islâmico. A mudança ocorreu em 2021, quando, em um ataque relâmpago, o Talibã entrou na capital enquanto as forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos se retiravam, após 20 anos de conflito.

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Na mesma época, as forças de segurança afegãs, que contaram com apoio ocidental durante anos, se desintegraram, e o então presidente Ashraf Ghani fugiu do país.

O governo talibã tem como meta um sistema baseado na lei da Sharia, em contraste com a administração anterior, considerada mais liberal e apoiada pelo Ocidente. Em 2026, o Afeganistão enfrenta desafios significativos, entre eles confrontos entre suas forças e as paquistanesas e altos índices de desnutrição em um terço das províncias.

Da resistência antissoviética ao poder

Criado em 1994, o Talibã é formado por ex-combatentes da resistência afegã, conhecidos como mujahedeen, que lutaram contra a invasão soviética na década de 1980. O grupo busca impor sua interpretação da lei islâmica e eliminar influências estrangeiras. Após capturar Cabul em 1996, impôs regras severas, restringiu direitos das mulheres e proibiu atividades culturais consideradas não islâmicas.

A situação mudou após os ataques de 11 de setembro de 2001, quando os Estados Unidos invadiram o Afeganistão para desmantelar a Al Qaeda, que operava sob a proteção do Talibã. Desde então, o grupo manteve uma insurreição contra as forças aliadas e o governo afegão apoiado pelos EUA.

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Atualmente, o Talibã é liderado por Mawlawi Haibatullah Akhundzada, clérigo da geração fundadora do movimento. Mullah Abdul Ghani Baradar, cofundador do grupo, também desempenha papel importante como chefe do comitê político.

Os impactos do regime sobre as mulheres têm sido severos. Desde a retomada do poder, mais de dois milhões de meninas foram impedidas de seguir os estudos além do nível primário, segundo relatórios da Unesco. O Talibã limitou a educação feminina e proibiu as mulheres de ocupar a maioria dos cargos no setor público.

“É um ciclo vicioso completo. Naturalmente, menos meninas conseguem estudar, menos mulheres podem se tornar professoras e profissionais, e o sistema educacional, pouco a pouco, perde o capital humano de que necessita para se recuperar”, afirmou Hoda Jaberian, especialista da Unesco.

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A Unesco advertiu que, se as restrições continuarem, quase quatro milhões de meninas estarão excluídas da educação acima do nível primário até 2030. O Talibã, por sua vez, alega respeitar os direitos das mulheres de acordo com sua interpretação da lei islâmica, mas as promessas de reabertura de escolas para meninas têm sido amplamente criticadas pela comunidade internacional.

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Em agosto de 2021, o grupo retomou Cabul enquanto as forças estrangeiras se retiravam e autoridades fugiam. Desde então, o país acumula retrocessos em direitos, crise econômica e crescente isolamento internacional.

A volta do Talibã ao poder no Afeganistão completa cinco anos neste sábado (15), após a tomada de Cabul, capital do país, e a implantação de um regime que o grupo descreveu como seguro e baseado em um sistema islâmico. A mudança ocorreu em 2021, quando, em um ataque relâmpago, o Talibã entrou na capital enquanto as forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos se retiravam, após 20 anos de conflito.

Na mesma época, as forças de segurança afegãs, que contaram com apoio ocidental durante anos, se desintegraram, e o então presidente Ashraf Ghani fugiu do país.

O governo talibã tem como meta um sistema baseado na lei da Sharia, em contraste com a administração anterior, considerada mais liberal e apoiada pelo Ocidente. Em 2026, o Afeganistão enfrenta desafios significativos, entre eles confrontos entre suas forças e as paquistanesas e altos índices de desnutrição em um terço das províncias.

Da resistência antissoviética ao poder

Criado em 1994, o Talibã é formado por ex-combatentes da resistência afegã, conhecidos como mujahedeen, que lutaram contra a invasão soviética na década de 1980. O grupo busca impor sua interpretação da lei islâmica e eliminar influências estrangeiras. Após capturar Cabul em 1996, impôs regras severas, restringiu direitos das mulheres e proibiu atividades culturais consideradas não islâmicas.

A situação mudou após os ataques de 11 de setembro de 2001, quando os Estados Unidos invadiram o Afeganistão para desmantelar a Al Qaeda, que operava sob a proteção do Talibã. Desde então, o grupo manteve uma insurreição contra as forças aliadas e o governo afegão apoiado pelos EUA.

Atualmente, o Talibã é liderado por Mawlawi Haibatullah Akhundzada, clérigo da geração fundadora do movimento. Mullah Abdul Ghani Baradar, cofundador do grupo, também desempenha papel importante como chefe do comitê político.

Os impactos do regime sobre as mulheres têm sido severos. Desde a retomada do poder, mais de dois milhões de meninas foram impedidas de seguir os estudos além do nível primário, segundo relatórios da Unesco. O Talibã limitou a educação feminina e proibiu as mulheres de ocupar a maioria dos cargos no setor público.

“É um ciclo vicioso completo. Naturalmente, menos meninas conseguem estudar, menos mulheres podem se tornar professoras e profissionais, e o sistema educacional, pouco a pouco, perde o capital humano de que necessita para se recuperar”, afirmou Hoda Jaberian, especialista da Unesco.

A Unesco advertiu que, se as restrições continuarem, quase quatro milhões de meninas estarão excluídas da educação acima do nível primário até 2030. O Talibã, por sua vez, alega respeitar os direitos das mulheres de acordo com sua interpretação da lei islâmica, mas as promessas de reabertura de escolas para meninas têm sido amplamente criticadas pela comunidade internacional.

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