Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Trabalhadores defendem ampliação da isenção do Imposto de Renda em audiência no Senado

Representantes de diferentes categorias profissionais relataram, nesta quinta-feira (16), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, os impactos que a proposta de isentar do Imposto de Renda (IR) quem recebe até R$ 5 mil mensais poderá trazer ao orçamento das famílias e à economia. O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado […]

16/10/2025 · 20h18
Trabalhadores defendem ampliação da isenção do Imposto de Renda em audiência no Senado

Representantes de diferentes categorias profissionais relataram, nesta quinta-feira (16), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, os impactos que a proposta de isentar do Imposto de Renda (IR) quem recebe até R$ 5 mil mensais poderá trazer ao orçamento das famílias e à economia.

O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado pelo governo federal, prevê que contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil passem a recolher uma alíquota mínima de 10%. Segundo estimativas, cerca de 141,4 mil pessoas físicas enquadram-se nesse grupo de alta renda, que hoje paga, em média, 2,5% sobre seus rendimentos totais.

Publicidade

Pelo projeto, salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão redução gradual do imposto, sem alterações para rendimentos acima deste patamar.

“Questão de justiça social”

O comerciário Tiago Bitencourt Neves classificou a atualização da tabela como “uma proposta de país”, argumentando que o sistema tributário deve onerar luxo e especulação, não itens básicos como alimento. “Trata-se de decidir quem paga a conta e quem se beneficia”, afirmou.

Para o trabalhador de serviços Jadiel de Araujo Santos, a medida é uma “correção histórica” de uma tabela defasada, devolvendo poder de compra às famílias que sustentam a economia.

Impacto no bolso

Bancário, Juliano Rodrigues Braga calculou que deixará de desembolsar cerca de R$ 2,5 mil por ano. “Esse valor cobre despesas básicas e retorna ao mercado, aquecendo a economia”, disse.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A gerente de posto de combustíveis Sílvia Letícia Alves Mattar, que recebe em média R$ 3,8 mil, prevê ganho extra de aproximadamente R$ 200 mensais, comparando o benefício a “um 14º salário”.

Entre os metalúrgicos do ABC, 68% deverão deixar de pagar IR ou terão o imposto reduzido, informou Claudionor Vieira do Nascimento. Ele criticou parlamentares que associam o projeto a aumento de impostos enquanto defendem isenções a grandes empresas.

Outras vozes

O frentista Willian Ferreira da Silva ampliou o debate, defendendo ainda a redução da jornada de trabalho como medida de justiça social. Já o químico José Evandro Alves da Silva sugeriu nova mobilização popular para garantir a aprovação da proposta.

Publicidade

Ao final da sessão, senadores da CAE informaram que o relatório deve ser votado nas próximas semanas.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Representantes de diferentes categorias profissionais relataram, nesta quinta-feira (16), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, os impactos que a proposta de isentar do Imposto de Renda (IR) quem recebe até R$ 5 mil mensais poderá trazer ao orçamento das famílias e à economia.

O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado pelo governo federal, prevê que contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil passem a recolher uma alíquota mínima de 10%. Segundo estimativas, cerca de 141,4 mil pessoas físicas enquadram-se nesse grupo de alta renda, que hoje paga, em média, 2,5% sobre seus rendimentos totais.

Pelo projeto, salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão redução gradual do imposto, sem alterações para rendimentos acima deste patamar.

“Questão de justiça social”

O comerciário Tiago Bitencourt Neves classificou a atualização da tabela como “uma proposta de país”, argumentando que o sistema tributário deve onerar luxo e especulação, não itens básicos como alimento. “Trata-se de decidir quem paga a conta e quem se beneficia”, afirmou.

Para o trabalhador de serviços Jadiel de Araujo Santos, a medida é uma “correção histórica” de uma tabela defasada, devolvendo poder de compra às famílias que sustentam a economia.

Impacto no bolso

Bancário, Juliano Rodrigues Braga calculou que deixará de desembolsar cerca de R$ 2,5 mil por ano. “Esse valor cobre despesas básicas e retorna ao mercado, aquecendo a economia”, disse.

A gerente de posto de combustíveis Sílvia Letícia Alves Mattar, que recebe em média R$ 3,8 mil, prevê ganho extra de aproximadamente R$ 200 mensais, comparando o benefício a “um 14º salário”.

Entre os metalúrgicos do ABC, 68% deverão deixar de pagar IR ou terão o imposto reduzido, informou Claudionor Vieira do Nascimento. Ele criticou parlamentares que associam o projeto a aumento de impostos enquanto defendem isenções a grandes empresas.

Outras vozes

O frentista Willian Ferreira da Silva ampliou o debate, defendendo ainda a redução da jornada de trabalho como medida de justiça social. Já o químico José Evandro Alves da Silva sugeriu nova mobilização popular para garantir a aprovação da proposta.

Ao final da sessão, senadores da CAE informaram que o relatório deve ser votado nas próximas semanas.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA