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ELEIÇÕES 2026

TSE ordena suspensão do canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp

TSE determinou a suspensão do canal de WhatsApp 'Exército do Lula', com cerca de 3,3 milhões de membros, atendendo pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.

11/10/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h33
TSE ordena suspensão do canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp

Decisão de Kassio Nunes Marques atendeu pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. O grupo reunia cerca de 3,3 milhões de pessoas e, segundo a ação, teria sido criado por André Janones para espalhar desinformação.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, criado para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo vinha reunindo cerca de 3,3 milhões de pessoas.

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O ministro atendeu ao pedido de suspensão protocolado pela campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A campanha alegou que o canal foi criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias e outras matérias consideradas falsas.

No entendimento do ministro Kassio Nunes Marques, o canal era responsável pela replicação de conteúdos que já foram reconhecidos como inverídicos pela Corte, como a afirmação de que o candidato Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além da divulgação de que o candidato reduziria aposentadorias se fosse eleito.

“Quando essa mesma potência é posta a serviço da replicação de fatos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão”.

A decisão do presidente do TSE reforçou o entendimento do tribunal sobre a circulação de fatos falsos em massa e os riscos ao equilíbrio do processo eleitoral. O pedido que motivou a medida foi apresentado pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

Em resposta, André Janones rebateu a acusação de que utilizava o canal para disseminar notícias falsas e afirmou que o objetivo do grupo era mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e Lula. Janones também afirmou que não divulgou notícias no canal, mas que a iniciativa servia para ampliar alcance e organizar a comunicação entre apoiadores.

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“A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”.

Janones disse ainda que o pedido da candidatura do PL tinha motivação política e usou a palavra “medo” para qualificar a ação. Sobre a tentativa de proibir a criação de novos canais, ele declarou:

“Eles pedem que eu seja proibido de criar outros canais. Sabe o nome disso? Medo. Eles estão com medo”.

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A suspensão do canal ocorre no contexto da disputa eleitoral, com o tribunal atuando sobre fluxos de informação em plataformas de mensagens. A decisão foi tomada no domingo, 11 de outubro de 2026.

*Colaborou Bruno de Freitas Moura, do Rio de Janeiro

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Decisão de Kassio Nunes Marques atendeu pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. O grupo reunia cerca de 3,3 milhões de pessoas e, segundo a ação, teria sido criado por André Janones para espalhar desinformação.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, criado para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo vinha reunindo cerca de 3,3 milhões de pessoas.

O ministro atendeu ao pedido de suspensão protocolado pela campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A campanha alegou que o canal foi criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias e outras matérias consideradas falsas.

No entendimento do ministro Kassio Nunes Marques, o canal era responsável pela replicação de conteúdos que já foram reconhecidos como inverídicos pela Corte, como a afirmação de que o candidato Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além da divulgação de que o candidato reduziria aposentadorias se fosse eleito.

“Quando essa mesma potência é posta a serviço da replicação de fatos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão”.

A decisão do presidente do TSE reforçou o entendimento do tribunal sobre a circulação de fatos falsos em massa e os riscos ao equilíbrio do processo eleitoral. O pedido que motivou a medida foi apresentado pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

Em resposta, André Janones rebateu a acusação de que utilizava o canal para disseminar notícias falsas e afirmou que o objetivo do grupo era mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e Lula. Janones também afirmou que não divulgou notícias no canal, mas que a iniciativa servia para ampliar alcance e organizar a comunicação entre apoiadores.

“A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”.

Janones disse ainda que o pedido da candidatura do PL tinha motivação política e usou a palavra “medo” para qualificar a ação. Sobre a tentativa de proibir a criação de novos canais, ele declarou:

“Eles pedem que eu seja proibido de criar outros canais. Sabe o nome disso? Medo. Eles estão com medo”.

A suspensão do canal ocorre no contexto da disputa eleitoral, com o tribunal atuando sobre fluxos de informação em plataformas de mensagens. A decisão foi tomada no domingo, 11 de outubro de 2026.

*Colaborou Bruno de Freitas Moura, do Rio de Janeiro

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