Na semifinal Inglaterra x Argentina, teste mostrou imagem 4K e recursos interativos ao vivo. Receptor DTV+ da Intelbras, ligado a TV convencional, exibiu dados do jogo e áudio personalizável.
A TV 3.0 promete transformar a experiência da televisão aberta no Brasil com a introdução de imagem em alta resolução e recursos interativos que se aproximam das plataformas digitais. Para entender como essa nova tecnologia funciona na prática, foi realizado um teste durante a semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina.
O teste foi feito com o receptor de DTV+ da Intelbras, conectado a uma televisão convencional. Entre os pontos positivos, destacam-se a imagem em 4K, informações atualizadas sobre a partida e opções de personalização de áudio, tudo isso sem a necessidade de utilizar um celular.
Os resultados mostraram que a tecnologia funciona de maneira satisfatória, oferecendo uma forma mais completa de acompanhar o conteúdo esportivo. Contudo, a cobertura restrita, a necessidade de um conversor e a baixa adesão das emissoras à nova tecnologia ainda limitam a recomendação.
A interatividade é a principal inovação da TV 3.0. O telespectador não apenas assiste ao conteúdo, mas também pode acessar menus, informações complementares e opções de personalização com o controle remoto. Durante uma partida de futebol, por exemplo, é possível consultar as escalações das equipes, estatísticas do jogo, substituições e cartões aplicados. Além disso, as emissoras podem criar enquetes para que o público vote diretamente pela televisão.
Essas funcionalidades estão integradas à transmissão, eliminando a necessidade de abrir aplicativos ou buscar dados em outros serviços. O acesso é feito diretamente pela interface da DTV+ através do controle remoto.
Os recursos disponíveis dependem do conteúdo preparado pela emissora, e nem todos os programas oferecem o mesmo nível de interatividade. A TV 3.0 também permite que o telespectador escolha como prefere ouvir a transmissão, podendo desligar a narração e ouvir apenas os sons do campo ou da torcida, o que proporciona uma experiência mais imersiva durante os eventos esportivos.
A resolução 4K é outro grande destaque da DTV+. Até então, essa qualidade de imagem era associada principalmente a serviços de streaming e mídias físicas. Com a nova tecnologia, ela passa a ser parte da televisão aberta, permitindo uma definição superior que se torna evidente em telas grandes, com mais detalhes nos gramados e uniformes durante as partidas.
Contudo, o conteúdo em 4K ainda é escasso. Durante os testes, a partida da Copa do Mundo foi a única transmissão que apresentou essa resolução, e o restante do catálogoda emissora ainda conta com poucos programas que aproveitam essa tecnologia.
O receptor DTV+ da Intelbras funciona como um conversor externo, adicionando os recursos da TV 3.0 a modelos de televisão compatíveis. O kit inclui uma antena interna para captar o sinal, e a instalação é simples, sem a necessidade de conhecimentos técnicos avançados. Entretanto, o preço do kit, que ultrapassa R$ 600, pode ser uma barreira para muitos consumidores, especialmente considerando que a tecnologia ainda está disponível em poucas cidades e apenas em uma emissora.
Ainda há muitos desafios para a popularização da TV 3.0 no Brasil. O sinal está oficialmente disponível apenas em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, e a necessidade de um conversor torna o acesso à nova tecnologia menos atrativo para os telespectadores.
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