Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Pular para o conteúdo
Política

UE cria ‘RG’ eletrônico para células de veículos elétricos

Battery Passport vai identificar baterias por QR Code; norma da UE valerá a partir de 18 de fevereiro e traz dados sobre vida útil e reciclagem.

02/10/2026 · 19h03
UE cria ‘RG’ eletrônico para células de veículos elétricos

A partir de 18 de fevereiro, o Battery Passport passa a registrar cada bateria com um QR Code, detalhando fabricação, composição, histórico de acidentes e ciclos de carga. O cadastro central já opera desde julho.

Todos os carros elétricos comercializados nos países membros da União Europeia vão precisar contar com o Battery Passport. A nova norma vai valer a partir de 18 de fevereiro e prevê um cadastro eletrônico que identifica cada bateria individualmente por meio de um QR Code indicado no pacote de células.

Publicidade

O cadastro central entrou em operação em julho. O sistema funciona como uma espécie de “RG da bateria”: ali são monitorados dados como data de fabricação, processos de reciclagem, composição química, histórico de acidentes, estado de saúde da bateria e ciclos de carga. Esses relatórios detalhados prometem trazer maior transparência para o mercado de seminovos.

Informações de segurança ficarão abertas para socorristas, enquanto indicadores de desgaste contarão com proteção de senha destinada a profissionais credenciados. Na prática, o novo sistema pode ser um aliado para quem pretende conferir as condições reais de uma bateria antes da compra, inclusive no mercado de veículos seminovos em Sergipe e no restante do país.

O mecanismo de rastreabilidade digital já tem precedentes em outros mercados: China e Índia já implementam diretrizes semelhantes para evitar fraudes na autonomia dos veículos. No Brasil, o tema também está em discussão no Congresso Nacional por meio do Projeto de Lei 2.132/2025.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O texto já foi aprovado no Senado e segue em tramitação na Câmara dos Deputados para instituir o passaporte de bateria e regras rígidas de logística reversa. Caso seja sancionada no país, a medida obrigará montadoras e importadoras a manterem um plano ambiental aprovado para o recolhimento e descarte das células.

Por outro lado, vale lembrar que marcas globais e fabricantes chinesas já estão atuando para atender ao padrão europeu até 2027. Essa movimentação global tende a facilitar a adequação técnica às futuras normas brasileiras, caso o projeto avance e seja convertido em lei.

Para consumidores, revendedores e oficinas, o Battery Passport representa uma fonte oficial de informações sobre a vida útil e a segurança das baterias, reduzindo riscos de fraudes e incertezas sobre a quilometragem e autonomia dos veículos usados. O sistema também poderá impactar a logística de reciclagem, já que o registro detalhado permitirá rastrear o destino das células desde a produção até o descarte.

Publicidade

Em resumo, a exigência europeia de um passaporte eletrônico para baterias busca padronizar informações essenciais para segurança, transparência e sustentabilidade. No Brasil, a proposta legislativa em tramitação pretende seguir essa linha, impondo responsabilidades a fabricantes e importadores e estabelecendo regras para a cadeia de recolhimento e descarte.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

rg UE
Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

A partir de 18 de fevereiro, o Battery Passport passa a registrar cada bateria com um QR Code, detalhando fabricação, composição, histórico de acidentes e ciclos de carga. O cadastro central já opera desde julho.

Todos os carros elétricos comercializados nos países membros da União Europeia vão precisar contar com o Battery Passport. A nova norma vai valer a partir de 18 de fevereiro e prevê um cadastro eletrônico que identifica cada bateria individualmente por meio de um QR Code indicado no pacote de células.

O cadastro central entrou em operação em julho. O sistema funciona como uma espécie de “RG da bateria”: ali são monitorados dados como data de fabricação, processos de reciclagem, composição química, histórico de acidentes, estado de saúde da bateria e ciclos de carga. Esses relatórios detalhados prometem trazer maior transparência para o mercado de seminovos.

Informações de segurança ficarão abertas para socorristas, enquanto indicadores de desgaste contarão com proteção de senha destinada a profissionais credenciados. Na prática, o novo sistema pode ser um aliado para quem pretende conferir as condições reais de uma bateria antes da compra, inclusive no mercado de veículos seminovos em Sergipe e no restante do país.

O mecanismo de rastreabilidade digital já tem precedentes em outros mercados: China e Índia já implementam diretrizes semelhantes para evitar fraudes na autonomia dos veículos. No Brasil, o tema também está em discussão no Congresso Nacional por meio do Projeto de Lei 2.132/2025.

O texto já foi aprovado no Senado e segue em tramitação na Câmara dos Deputados para instituir o passaporte de bateria e regras rígidas de logística reversa. Caso seja sancionada no país, a medida obrigará montadoras e importadoras a manterem um plano ambiental aprovado para o recolhimento e descarte das células.

Por outro lado, vale lembrar que marcas globais e fabricantes chinesas já estão atuando para atender ao padrão europeu até 2027. Essa movimentação global tende a facilitar a adequação técnica às futuras normas brasileiras, caso o projeto avance e seja convertido em lei.

Para consumidores, revendedores e oficinas, o Battery Passport representa uma fonte oficial de informações sobre a vida útil e a segurança das baterias, reduzindo riscos de fraudes e incertezas sobre a quilometragem e autonomia dos veículos usados. O sistema também poderá impactar a logística de reciclagem, já que o registro detalhado permitirá rastrear o destino das células desde a produção até o descarte.

Em resumo, a exigência europeia de um passaporte eletrônico para baterias busca padronizar informações essenciais para segurança, transparência e sustentabilidade. No Brasil, a proposta legislativa em tramitação pretende seguir essa linha, impondo responsabilidades a fabricantes e importadores e estabelecendo regras para a cadeia de recolhimento e descarte.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA