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Tecnologia

Vulnerabilidade no PHP derruba SEI da Anatel e trava serviços públicos

Vulnerabilidades críticas no PHP motivaram suspensão de SEI e outros sistemas pela Anatel e tribunais em caráter preventivo.

21/10/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h46
Vulnerabilidade no PHP derruba SEI da Anatel e trava serviços públicos

Falhas críticas no PHP acionaram alerta global e forçaram órgãos no Brasil a suspender serviços digitais. A Anatel tirou temporariamente o SEI, afetando processos administrativos e envio de petições.

Falhas graves de segurança na linguagem PHP provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21) e também motivaram a suspensão de serviços digitais em órgãos públicos no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou que retirou temporariamente do ar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) por causa das vulnerabilidades identificadas no PHP.

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A medida da Anatel atingiu procedimentos administrativos que dependem do SEI, plataforma usada por empresas, advogados e cidadãos para acompanhar processos, enviar documentos, apresentar petições e realizar assinaturas eletrônicas junto à agência. A suspensão do acesso externo pode deixar temporariamente indisponíveis essas atividades, sem que isso signifique, segundo a agência, comprometimento das redes de telefonia e internet do país.

O caso não se trata de uma falha ou vulnerabilidade inerente ao SEI. A indisponibilidade temporária do serviço está relacionada a uma vulnerabilidade recente identificada no próprio PHP

A Anatel acrescentou que outros sistemas executados em ambientes PHP também podem ser afetados, citando plataformas como Moodle e Joomla, e anunciou a suspensão de outros serviços digitais sem detalhar quais foram afetados ou informar uma previsão de restabelecimento.

Além da Anatel, tribunais federais anunciaram interrupções preventivas nesta quarta-feira (21). O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu temporariamente o acesso externo ao SEI seguindo recomendação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A Justiça Federal da 4ª Região informou que interrompeu o acesso externo aos seus sistemas a partir das 11h desta quarta-feira; as ferramentas continuariam funcionando normalmente nas dependências do órgão.

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Em Minas Gerais, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) suspendeu o expediente e os prazos processuais em toda a Justiça Federal do estado em razão de problemas em seus sistemas. As decisões têm caráter preventivo; até o momento não há confirmação pública de invasões aos sistemas desses órgãos.

Sistemas com problemas

  • eproc: utilizado para tramitação de processos judiciais;
  • SEI: responsável pela gestão de processos e documentos administrativos;
  • Moodle: plataforma utilizada para cursos e atividades de ensino;
  • Portal e intranet: páginas e ferramentas de acesso dos tribunais.

As interrupções ocorreram após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas no PHP que podem permitir executar comandos maliciosos em servidores sem necessidade de autenticação.

Alerta do governo e versões corrigidas

  • CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619: falhas identificadas com nota de gravidade 9,2 de 10;
  • Versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12.

O Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov) publicou um alerta nesta quarta-feira (21) recomendando que instituições identifiquem sistemas que utilizam PHP e instalem imediatamente as versões corrigidas. Caso não seja possível aplicar as atualizações, a orientação é avaliar a suspensão temporária do acesso externo às aplicações vulneráveis.

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As mesmas falhas levaram governos e empresas em países como Alemanha, Países Baixos, Bélgica, França e Finlândia a retirar serviços digitais do ar por precaução. Administradores de servidores precisam instalar as atualizações para proteger aplicações; até lá, sistemas vulneráveis podem permanecer expostos a ataques.

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Falhas críticas no PHP acionaram alerta global e forçaram órgãos no Brasil a suspender serviços digitais. A Anatel tirou temporariamente o SEI, afetando processos administrativos e envio de petições.

Falhas graves de segurança na linguagem PHP provocaram um alerta mundial nesta quarta-feira (21) e também motivaram a suspensão de serviços digitais em órgãos públicos no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou que retirou temporariamente do ar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) por causa das vulnerabilidades identificadas no PHP.

A medida da Anatel atingiu procedimentos administrativos que dependem do SEI, plataforma usada por empresas, advogados e cidadãos para acompanhar processos, enviar documentos, apresentar petições e realizar assinaturas eletrônicas junto à agência. A suspensão do acesso externo pode deixar temporariamente indisponíveis essas atividades, sem que isso signifique, segundo a agência, comprometimento das redes de telefonia e internet do país.

O caso não se trata de uma falha ou vulnerabilidade inerente ao SEI. A indisponibilidade temporária do serviço está relacionada a uma vulnerabilidade recente identificada no próprio PHP

A Anatel acrescentou que outros sistemas executados em ambientes PHP também podem ser afetados, citando plataformas como Moodle e Joomla, e anunciou a suspensão de outros serviços digitais sem detalhar quais foram afetados ou informar uma previsão de restabelecimento.

Além da Anatel, tribunais federais anunciaram interrupções preventivas nesta quarta-feira (21). O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu temporariamente o acesso externo ao SEI seguindo recomendação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A Justiça Federal da 4ª Região informou que interrompeu o acesso externo aos seus sistemas a partir das 11h desta quarta-feira; as ferramentas continuariam funcionando normalmente nas dependências do órgão.

Em Minas Gerais, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) suspendeu o expediente e os prazos processuais em toda a Justiça Federal do estado em razão de problemas em seus sistemas. As decisões têm caráter preventivo; até o momento não há confirmação pública de invasões aos sistemas desses órgãos.

Sistemas com problemas

  • eproc: utilizado para tramitação de processos judiciais;
  • SEI: responsável pela gestão de processos e documentos administrativos;
  • Moodle: plataforma utilizada para cursos e atividades de ensino;
  • Portal e intranet: páginas e ferramentas de acesso dos tribunais.

As interrupções ocorreram após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas no PHP que podem permitir executar comandos maliciosos em servidores sem necessidade de autenticação.

Alerta do governo e versões corrigidas

  • CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619: falhas identificadas com nota de gravidade 9,2 de 10;
  • Versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12.

O Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov) publicou um alerta nesta quarta-feira (21) recomendando que instituições identifiquem sistemas que utilizam PHP e instalem imediatamente as versões corrigidas. Caso não seja possível aplicar as atualizações, a orientação é avaliar a suspensão temporária do acesso externo às aplicações vulneráveis.

As mesmas falhas levaram governos e empresas em países como Alemanha, Países Baixos, Bélgica, França e Finlândia a retirar serviços digitais do ar por precaução. Administradores de servidores precisam instalar as atualizações para proteger aplicações; até lá, sistemas vulneráveis podem permanecer expostos a ataques.

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