Menos de 24 horas após o lançamento, usuários divulgaram dump do Switch 2 e vídeos do game rodando em PCs. Partes chegam a 60 FPS, mas emulador e port ainda apresentam instabilidade e glitches.
O ano de 2026 ainda não acabou, mas no universo dos games ele já está marcado por um avanço inédito na emulação de consoles para PC e na criação de ports. Menos de 24 horas depois do lançamento de Zelda: Ocarina of Time Remake, a comunidade já conseguiu emulá-lo e já trabalha em uma versão nativa para PC.
Nas redes sociais circulam diversos conteúdos que vão desde o dumping dos arquivos do game de Switch 2 até vídeos do título rodando em máquinas pessoais. Mesmo estando em estágio inicial, partes do jogo já chegam a rodar a 60 FPS, embora persista muita instabilidade e vários glitches gráficos.
Como é de se esperar, a Nintendo já começou a derrubar alguns desses conteúdos, mas a quantidade de vídeos do game executado no emulador Lichii segue grande e espalhada. De ontem para hoje, a emulação melhorou sensivelmente — uma velocidade de evolução considerada surpreendente por observadores das comunidades técnicas e de modding.
O avanço atual na emulação é comparado a outras fases marcantes da cena: a primeira aceleração significativa aconteceu no lançamento de Zelda: Breath of the Wild para Wii U e mais intensamente quando a versão de Switch foi lançada depois. Tears of the Kingdom também teve um progresso rápido, mas a amplitude do trabalho visto com o remake de Ocarina of Time tem sido maior.
Grande parte desse salto é atribuído ao uso de ferramentas de inteligência artificial e a técnicas de engenharia reversa mais eficientes. O resultado aparece em diversos ports de PC recentes de jogos de PlayStation, XBOX e Nintendo, muitos deles totalmente jogáveis e, em alguns casos, com desempenho e qualidade gráfica superiores às versões originais de console.
Um exemplo citado como catalisador dessa corrida é o trabalho em Bloodborne. O game da FromSoftware, exclusivo de PS4, vinha sendo emulado há anos e hoje roda com melhorias como efeitos de iluminação avançados, texturas em alta resolução, taxa de quadros desbloqueada e suporte a tecnologias de upscaling como AMD FSR e NVIDIA DLSS.
Considerando os títulos da Nintendo, o último que teve port nativo para PC foi Zelda: Tears of the Kingdom, que já roda bem em máquinas compatíveis. No caso do remake de Ocarina of Time, a expectativa é de que a comunidade continue acelerando o desenvolvimento de compatibilidade e desempenho, ao mesmo tempo em que persistem riscos de instabilidade e remoção de conteúdos por detentores de direitos.
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