Eficácia de estação de tratamento garante qualidade da água em Itabaiana

Redação, 04 de Fevereiro, 2020

A crise no abastecimento de água enfrentada há cerca de 30 dias pelos moradores do Rio de Janeiro acende o alerta para a importância da eficiência da operação das estações de tratamento de uma Companhia de Saneamento. Em itabaiana, o investimento da Deso na requalificação dos sistemas permitiu a implantação de uma tecnologia ultravioleta.

Segundo o diretor de Meio ambiente e Expansão da Deso, Gabriel Campos, além de essencial para a preservação dos recursos hídricos, o novo sistema configura um fator de influência direta na saúde da população. "A ingestão ou contato com água contaminada pode causar uma série de doenças para o indivíduo como febre tifoide, cólera, disenteria e hepatite A. Por isso, o uso de filtros de qualidade e a escolha das bombas corretas são dois itens imprescindíveis", aponta.

O método, adotado pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) substitui o tradicional cloro e outros oxidantes comumente utilizados na desinfecção do líquido que chega às torneiras das residências e comércio. Todo esse processo é acompanhado de perto pelos operadores de estação, que realizam testes para garantir que o líquido esteja de acordo com as exigências do Ministério da Saúde, que determina o padrão de potabilidade da água distribuída.

Quando chega as residências, o controle e manutenção da qualidade também passa a ter a colaboração do morador. Para manter a cor e o odor adequados, o cidadão deve adotar medidas simples como manter a caixa-d’água limpa, bem vedada e com o tamanho dimensionado de acordo com o número de pessoas que moram no imóvel.

Na capital fluminense, o líquido que chega para ser tratado na Estação do Guandu é praticamente só esgoto, segundo a avaliação de especialistas. Já no caso da cidade sergipana, com o objetivo de preservar a qualidade dos recursos hídricos, a Deso também investiu recursos da ordem de R$ 47 milhões para estruturar sistemas independentes de esgotamento sanitário e drenagem.

Dessa forma, os rejeitos do esgoto residencial e a água da chuva não serão mais levados para o Açude da Marcela, que já enfrenta um processo de poluição. "Se não for feita essa separação, a água da chuva também pode ser contaminada, e ao chegar no lençol freático pode ir para uma fonte de captação, lembra Campos.

Com previsão de término até abril de 2020, essa obra deve ser concluída ainda no primeiro semestre de 2020 e foi financiada com recursos do Banco Mundial através do programa Águas de Sergipe, cujas ações são voltadas à conservação da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe.

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