Maria revelação preocupação com crianças expostas à violência

Redação, 19 de Maio, 2020 - Atualizado em 19 de Maio, 2020


A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) revelou a sua preocupação com as crianças e adolescentes que, nesse período de pandemia, podem estar sendo vítimas de violência, praticada por quem deveria protegê-las. “Embora os números oficiais não demonstrem esse crescimento, temos que considerar que o estresse gerado pela convivência em tempo integral, é um fator que precisa ser levado em conta. De repente, há muito caso não notificado e isso tem mascarado os dados estatísticos, não revelando o real abismo em que esses meninos e meninas estão colocados”, ponderou a democrata.

Ela fez um paralelo com o número de casos de violência doméstica contra mulheres que durante o isolamento social aumentou sensivelmente. “Com as crianças não deve estar sendo diferente e com um agravante ainda maior, que é o fato de serem indefesas. Por isso a necessidade de todos estarmos atentos e denunciar qualquer situação suspeita”, ensinou a senadora, observando que nessa rede de preservação à integridade e à vida, devem estar parentes, amigos, vizinhos e até desconhecidos.

Maria do Carmo reforçou a necessidade de qualquer situação suspeita ser denunciada através do Disque 100. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas todos os dias, inclusive feriados e finais de semana. “Sabemos que é difícil uma criança ou um adolescente em situação de vulnerabilidade, nesse momento em que todos estão confinados num mesmo ambiente, pegar o telefone e denunciar os seus agressores. No entanto, qualquer pessoa pode fazer isso, mantendo o seu anonimato, se assim, desejar”, explicou a parlamentar.

Ela ressaltou que além da agressão física e psicológica, existem, ainda, os riscos dos abusos e exploração sexuais, geralmente, cometidos por familiares e pessoas próximas. No Congresso Nacional, explicou Maria, existem vários Projetos em análise e outros já aprovados que visam tornar mais rígidas as penas contra os crimes praticados contra crianças e adolescentes. “Infelizmente, há números que mostram que em mais de 70% dos registros, a violência foi cometida na casa do abusador ou da vítima. Isso é muito sério e precisamos estar atentos para combater esse ato criminoso”.

Fonte e foto assessoria

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