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Exames descartam ebola em imigrante da República Democrática do Congo

3 min de leitura

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A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo comunicou na manhã desta segunda-feira (1º) que o homem de 37 anos internado no hospital Emílio Ribas, na capital paulista, não está infectado pelo vírus ebola. Exames realizados na amostra do paciente não detectaram material genético do agente causador da doença.

O paciente é imigrante da República Democrática do Congo e havia retornado recentemente ao país de origem. Segundo os exames, foi identificada meningite meningocócica como condição clínica presente. À chegada ao Emílio Ribas, ele estava em estado grave, com diarreia, desorientação e quadro de piora rápida, tendo sido necessário intubá-lo. O paciente permanece em isolamento na unidade de referência, conforme os protocolos de biossegurança aplicáveis a suspeitas desse tipo.

Investigação e casos relacionados

Representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde e da equipe do Emílio Ribas acompanham o caso. O Ministério informou que foi notificado, no sábado (30), sobre dois casos suspeitos de ebola no país: um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro.

No Rio de Janeiro, trata-se de um viajante que veio de Uganda e estava hospedado no bairro de Vila Isabel, apresentando calafrios, tosse e diarreia. Exames realizados no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) indicaram resultado positivo para malária. O paciente está sendo atendido no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade de referência para doenças infecciosas, e aguarda resultado definitivo sobre possível infecção por ebola.

Avaliação de risco e situação internacional

O Ministério da Saúde considera baixo o risco de transmissão do ebola no Brasil e na América do Sul, afirmando que o país dispõe de protocolos de vigilância, assistência e resposta para identificar, investigar e manejar oportunamente casos suspeitos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 17 de julho de 2019, Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) para o surto de ebola na República Democrática do Congo, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Nesse contexto, a OMS avalia risco elevado apenas no país afetado e nas nações que fazem fronteira com ele.

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De acordo com a OMS, no surto atual na República Democrática do Congo e em Uganda foram confirmadas 18 mortes entre 134 casos confirmados, resultando em taxa de letalidade de 13%. Outras 223 mortes e 906 casos permanecem em investigação. Há 15 dias, a OMS declarou surto de ebola nos dois países.

Sobre a doença

A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é grave e pode apresentar taxa de letalidade de até 90%. Afeta seres humanos e primatas não humanos. Alguns sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença; o paciente transmite o vírus quando está na fase aguda, com sintomas severos.

As autoridades sanitárias seguem monitorando os casos suspeitos e adotando medidas de controle e investigação conforme os protocolos vigentes.

Com informações de Agência Brasil

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