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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Cultura

9º Xirê da Consciência Negra une arte, pesquisa e resistência em Sergipe

De 26 a 29 de novembro de 2025, o Ilê Axé Alarokê realiza, em Aracaju e São Cristóvão (SE), a 9ª edição do Xirê da Consciência Negra. O encontro se firmou como espaço de visibilidade e produção intelectual das comunidades de terreiro no estado e, neste ano, adota o tema “Reflexividade e Contemporaneidade – O […]

25/11/2025 · 20h23
9º Xirê da Consciência Negra une arte, pesquisa e resistência em Sergipe

De 26 a 29 de novembro de 2025, o Ilê Axé Alarokê realiza, em Aracaju e São Cristóvão (SE), a 9ª edição do Xirê da Consciência Negra. O encontro se firmou como espaço de visibilidade e produção intelectual das comunidades de terreiro no estado e, neste ano, adota o tema “Reflexividade e Contemporaneidade – O Uso da Fotografia e do Audiovisual na Construção de Epistemologias Plurais nas Comunidades Tradicionais de Terreiro”.

A abertura acontece no Centro de Criatividade, em Aracaju, com saudação dos ogãs do Ilê Axé Alarokê, o espetáculo de dança Oníré, apresentação teatral Mandinga (Grupo Hecta) e roda de conversa sobre a representatividade das religiões de matriz africana. Na mesma noite serão divulgados dados do Mapeamento dos Espaços de Culto de Religiões de Matriz Africana em Sergipe 2025, conduzido pelo Observatório de Terreiro de Sergipe, e lançada a nova logomarca do evento, desenvolvida por estudantes de Design Gráfico da UFS.

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Nos dias seguintes, o diálogo entre prática ritual e pesquisa acadêmica se aprofunda com minicursos de antropologia visual e recursos sonoros, exibição do curta Sobre Plantas, Mãos e Fé, mesas de debate sobre fotografia, audiovisual e territorialidades, além de mostras artísticas de capoeira, música, teatro e dança.

Para a mediadora Danielle Azevedo (Oyá Tundé), a fotografia e o cinema funcionam como ferramentas de memória que “legitimam as formas de saber dos terreiros frente às narrativas hegemônicas”. Já Lina Delé Nunes frisa que o mapeamento dos espaços de culto ajuda a “defender territórios cultural, simbólico e físico contra invisibilizações e violência religiosa”. O professor e organizador Genivaldo Martires destaca que o Xirê “entrelaça prática ancestral, pesquisa acadêmica e arte” na construção de políticas de reconhecimento.

Programação

26/11 – Centro de Criatividade (Aracaju)
18h30 – Saudação de abertura
18h40 – Espetáculo de dança Oníré
19h – Roda de conversa sobre visibilidade dos povos de matriz africana
19h30 – Lançamento da nova logomarca do Xirê
19h40 – Divulgação do mapeamento de terreiros em Sergipe
20h – Espetáculo teatral Mandinga

27/11 – Sala do PPGS, Didática II (UFS, São Cristóvão)
14h às 17h – Minicurso Antropologia Visual nos Candomblés do Brasil (Prof. Dr. Carlos Caroso)
17h20 – Espetáculo Colheita, com Elisa Araújo

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

27/11 – Auditório da Adufs (UFS, São Cristóvão)
19h – Roda de conversa sobre fotografia e audiovisual nas comunidades de terreiro
20h30 – Exibição do curta Sobre Plantas, Mãos e Fé
21h – Show do MC Pardal

28/11 – Auditório da Adufs (UFS, São Cristóvão)
14h às 17h – Minicurso Recursos Sonoros Aplicados na Pesquisa em Religiosidades (Prof. Dr. Luis Américo)
17h20 – Apresentação do Grupo de Capoeira Mestre Pinguim

29/11 – Ilê Axé Alarokê (Rodovia João Bebe Água, 1020, São Cristóvão)
09h às 12h – Workshop “Povo de Sàngó: Diáspora e Ancestralidade Iorubanas” (Babá TacunLecy)
12h – Cozinha Ancestral com pratos votivos de terreiro
13h – Encerramento com Samba de Caboco

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Ao longo dos quatro dias, o 9º Xirê da Consciência Negra reforça a capacidade das comunidades de terreiro de produzir conhecimento próprio, dialogar com a academia e ampliar memórias e territorialidades por meio das linguagens da imagem e do som.

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De 26 a 29 de novembro de 2025, o Ilê Axé Alarokê realiza, em Aracaju e São Cristóvão (SE), a 9ª edição do Xirê da Consciência Negra. O encontro se firmou como espaço de visibilidade e produção intelectual das comunidades de terreiro no estado e, neste ano, adota o tema “Reflexividade e Contemporaneidade – O Uso da Fotografia e do Audiovisual na Construção de Epistemologias Plurais nas Comunidades Tradicionais de Terreiro”.

A abertura acontece no Centro de Criatividade, em Aracaju, com saudação dos ogãs do Ilê Axé Alarokê, o espetáculo de dança Oníré, apresentação teatral Mandinga (Grupo Hecta) e roda de conversa sobre a representatividade das religiões de matriz africana. Na mesma noite serão divulgados dados do Mapeamento dos Espaços de Culto de Religiões de Matriz Africana em Sergipe 2025, conduzido pelo Observatório de Terreiro de Sergipe, e lançada a nova logomarca do evento, desenvolvida por estudantes de Design Gráfico da UFS.

Nos dias seguintes, o diálogo entre prática ritual e pesquisa acadêmica se aprofunda com minicursos de antropologia visual e recursos sonoros, exibição do curta Sobre Plantas, Mãos e Fé, mesas de debate sobre fotografia, audiovisual e territorialidades, além de mostras artísticas de capoeira, música, teatro e dança.

Para a mediadora Danielle Azevedo (Oyá Tundé), a fotografia e o cinema funcionam como ferramentas de memória que “legitimam as formas de saber dos terreiros frente às narrativas hegemônicas”. Já Lina Delé Nunes frisa que o mapeamento dos espaços de culto ajuda a “defender territórios cultural, simbólico e físico contra invisibilizações e violência religiosa”. O professor e organizador Genivaldo Martires destaca que o Xirê “entrelaça prática ancestral, pesquisa acadêmica e arte” na construção de políticas de reconhecimento.

Programação

26/11 – Centro de Criatividade (Aracaju)
18h30 – Saudação de abertura
18h40 – Espetáculo de dança Oníré
19h – Roda de conversa sobre visibilidade dos povos de matriz africana
19h30 – Lançamento da nova logomarca do Xirê
19h40 – Divulgação do mapeamento de terreiros em Sergipe
20h – Espetáculo teatral Mandinga

27/11 – Sala do PPGS, Didática II (UFS, São Cristóvão)
14h às 17h – Minicurso Antropologia Visual nos Candomblés do Brasil (Prof. Dr. Carlos Caroso)
17h20 – Espetáculo Colheita, com Elisa Araújo

27/11 – Auditório da Adufs (UFS, São Cristóvão)
19h – Roda de conversa sobre fotografia e audiovisual nas comunidades de terreiro
20h30 – Exibição do curta Sobre Plantas, Mãos e Fé
21h – Show do MC Pardal

28/11 – Auditório da Adufs (UFS, São Cristóvão)
14h às 17h – Minicurso Recursos Sonoros Aplicados na Pesquisa em Religiosidades (Prof. Dr. Luis Américo)
17h20 – Apresentação do Grupo de Capoeira Mestre Pinguim

29/11 – Ilê Axé Alarokê (Rodovia João Bebe Água, 1020, São Cristóvão)
09h às 12h – Workshop “Povo de Sàngó: Diáspora e Ancestralidade Iorubanas” (Babá TacunLecy)
12h – Cozinha Ancestral com pratos votivos de terreiro
13h – Encerramento com Samba de Caboco

Ao longo dos quatro dias, o 9º Xirê da Consciência Negra reforça a capacidade das comunidades de terreiro de produzir conhecimento próprio, dialogar com a academia e ampliar memórias e territorialidades por meio das linguagens da imagem e do som.

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