Flávia Barros, estudante de Direito e dona de empresa financeira, foi morta pelo companheiro, diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso; suspeito tentou suicídio e está em estado grave.
ARACAJU / PAULO AFONSO – O nome de Flávia Barros estampa as manchetes de Sergipe e da Bahia não por seu sucesso nos negócios, mas como o rosto de mais um feminicídio devastador. O principal suspeito, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, utilizou sua posição de autoridade no sistema prisional baiano para um ato de violência extrema dentro de um hotel na Orla de Atalaia.
Quem era Flávia Barros?
- Empreendedora: Natural da Bahia e residente em Paulo Afonso, Flávia geria uma empresa de soluções financeiras focada na quitação de dívidas, sendo muito conhecida na região.
- Estudante Dedicada: Estava no 4º período do curso de Direito no Centro Universitário UniRios, que emitiu uma nota de pesar lamentando a perda de uma aluna promissora.
- Vida Ativa: Em suas redes sociais, transparecia uma mulher cheia de vida, apaixonada por viagens, exercícios físicos e momentos com a família. Sua última postagem, no dia 15 de março (seu aniversário), exalava gratidão pelo futuro que, tragicamente, lhe foi roubado.
Dinâmica do Crime e Investigação
A Polícia Militar de Sergipe trabalha com a principal linha de investigação de feminicídio seguido de tentativa de suicídio:
- O Ataque: Flávia foi morta a tiros dentro do quarto do hotel. Os disparos foram ouvidos por funcionários, que acionaram o socorro.
- Estado do Suspeito: Tiago Sóstenes foi encontrado baleado no mesmo local. Ele foi levado às pressas para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde permanece internado em estado grave sob custódia policial.
- A Arma: A polícia investiga se a arma utilizada pertencia ao Estado ou se era de uso particular do diretor do presídio.
Repercussão Institucional
A faculdade UniRios e a comunidade de Paulo Afonso estão em choque. O crime levanta questões urgentes sobre o perfil psicológico de agentes que ocupam cargos de alta responsabilidade na segurança pública e como o machismo estrutural pode se manifestar mesmo em figuras que deveriam zelar pela aplicação da lei.
Cenário de Despedida
O corpo de Flávia foi encaminhado ao IML de Aracaju. Amigos e familiares aguardam a liberação para o translado até a Bahia, onde devem ocorrer o velório e o sepultamento. A Polícia Civil de Sergipe continua ouvindo testemunhas e analisando imagens do hotel para concluir o inquérito.
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