O mercado financeiro brasileiro registrou nesta quarta-feira (25) reação positiva diante da perspectiva de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. A expectativa de trégua reduziu a aversão ao risco e beneficiou o real e ações locais.
O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,22, em queda de R$ 0,034 (-0,65%). A cotação mostrou trajetória de baixa ao longo da sessão e, na mínima do dia, por volta das 15h30 (Brasília UTC-3), chegou a R$ 5,20. No acumulado da semana, a moeda recuou 1,68%, e, em 2026, a queda alcança 4,88%.
Bolsa avança
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 1,6%, aos 185.424 pontos, depois de alcançar, na máxima do dia, mais de 186 mil pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 27,6 bilhões. Investidores reagiram às sinalizações de avanço nas negociações entre Washington e Teerã, ainda que persista incerteza sobre um desfecho definitivo.
Em Nova York, o índice S&P 500 também encerrou em alta, refletindo maior apetite por risco nos mercados internacionais, o que contribuiu para o movimento positivo no Brasil.
Petróleo e cenário internacional
Os preços do petróleo caíram cerca de 2% na sessão, influenciados pela perspectiva de redução das tensões no Golfo Pérsico. O barril do tipo Brent fechou a US$ 102,22, com recuo de 2,2%. No início das negociações, a cotação chegou a cair até 7%, momentaneamente abaixo de US$ 100, antes de recuperar parte das perdas durante o dia.
O noticiário internacional, incluindo declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanços nas conversas com o Irã, contribuiu para a redução do risco percebido pelos investidores. Autoridades iranianas afirmaram que ainda analisam a proposta americana e consideram algumas condições excessivas, enquanto a Casa Branca alertou para possibilidade de intensificar ações militares caso não haja acordo.
O movimento do câmbio e da bolsa acompanhou, portanto, a leitura do mercado sobre a evolução das negociações entre Washington e Teerã, com impacto também nos preços de energia. O relatório da sessão traz, ainda, informações da Reuters.
Com informações de Agência Brasil
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