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Economia

Banco Central decreta liquidação do Conglomerado Entrepay; CEO é investigado pela Polícia Federal

Autoridade monetária aponta risco anormal aos credores e infração de normas; instituição é suspeita de integrar esquema de movimentação de ativos sem lastro ligado ao caso Master. Leia também Semana do Cliente: saiba quais são os direitos do consumidor de energia elétrica O Banco Central retirou de circulação as instituições do Conglomerado Entrepay nesta sexta-feira (27). A decisão de […]

27/03/2026 · 11h17 · Atualizado às 18h44
Banco Central decreta liquidação do Conglomerado Entrepay; CEO é investigado pela Polícia Federal

Autoridade monetária aponta risco anormal aos credores e infração de normas; instituição é suspeita de integrar esquema de movimentação de ativos sem lastro ligado ao caso Master.

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Banco Central retirou de circulação as instituições do Conglomerado Entrepay nesta sexta-feira (27). A decisão de liquidação extrajudicial foi motivada pelo grave comprometimento econômico-financeiro da empresa e pela exposição de seus credores a riscos inaceitáveis. O Entrepay, classificado no segmento S4 (instituições de pequeno porte), detinha apenas 0,009% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional, o que, segundo o BC, mitiga um risco sistêmico generalizado, mas não diminui a gravidade das infrações encontradas.

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O caso ganha contornos criminais com a investigação da Polícia Federal. O CEO do grupo, Antônio Carlos Freixo Junior, é apontado como um dos operadores de um esquema que utilizava o Entrepay para movimentar ativos “fictícios” (sem lastro). O objetivo seria conferir uma falsa liquidez a fundos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, no âmbito do chamado Caso Master. Com a decretação da liquidação, todos os bens dos controladores e ex-administradores foram imediatamente bloqueados.

Um ponto de alerta crucial para quem mantinha recursos na instituição é que o Entrepay não possuía captações cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso significa que, diferentemente de bancos tradicionais onde depósitos de até R$ 250 mil são protegidos, os credores do Entrepay dependerão diretamente da apuração de ativos durante o processo de liquidação para tentar reaver seus valores. Até o momento, a defesa da instituição financeira e de seu CEO não se pronunciou sobre as medidas do Banco Central e as investigações da PF.


Os pilares da liquidação

  • Motivação: Infringência às normas do BC e prejuízos que sujeitavam credores a riscos anormais.
  • Investigação PF: Suspeita de fraude em movimentações financeiras para “maquiar” balanços de fundos de investimento.
  • Consequência Imediata: Indisponibilidade de bens dos administradores e interrupção total das atividades.
  • Sem FGC: Ausência de garantia para depósitos, aumentando o prejuízo potencial de clientes diretos.

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Autoridade monetária aponta risco anormal aos credores e infração de normas; instituição é suspeita de integrar esquema de movimentação de ativos sem lastro ligado ao caso Master.


Banco Central retirou de circulação as instituições do Conglomerado Entrepay nesta sexta-feira (27). A decisão de liquidação extrajudicial foi motivada pelo grave comprometimento econômico-financeiro da empresa e pela exposição de seus credores a riscos inaceitáveis. O Entrepay, classificado no segmento S4 (instituições de pequeno porte), detinha apenas 0,009% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional, o que, segundo o BC, mitiga um risco sistêmico generalizado, mas não diminui a gravidade das infrações encontradas.

O caso ganha contornos criminais com a investigação da Polícia Federal. O CEO do grupo, Antônio Carlos Freixo Junior, é apontado como um dos operadores de um esquema que utilizava o Entrepay para movimentar ativos “fictícios” (sem lastro). O objetivo seria conferir uma falsa liquidez a fundos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, no âmbito do chamado Caso Master. Com a decretação da liquidação, todos os bens dos controladores e ex-administradores foram imediatamente bloqueados.

Um ponto de alerta crucial para quem mantinha recursos na instituição é que o Entrepay não possuía captações cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso significa que, diferentemente de bancos tradicionais onde depósitos de até R$ 250 mil são protegidos, os credores do Entrepay dependerão diretamente da apuração de ativos durante o processo de liquidação para tentar reaver seus valores. Até o momento, a defesa da instituição financeira e de seu CEO não se pronunciou sobre as medidas do Banco Central e as investigações da PF.


Os pilares da liquidação

  • Motivação: Infringência às normas do BC e prejuízos que sujeitavam credores a riscos anormais.
  • Investigação PF: Suspeita de fraude em movimentações financeiras para “maquiar” balanços de fundos de investimento.
  • Consequência Imediata: Indisponibilidade de bens dos administradores e interrupção total das atividades.
  • Sem FGC: Ausência de garantia para depósitos, aumentando o prejuízo potencial de clientes diretos.

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