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Economia

Firjan prevê R$ 526,3 bilhões em investimentos no Rio de Janeiro até 2028

TRANSMISSÃO: Band A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan-RJ) estima que o estado receberá cerca de 2 mil projetos com investimentos...

31/03/2026 · 16h08
Firjan prevê R$ 526,3 bilhões em investimentos no Rio de Janeiro até 2028
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TRANSMISSÃO: Band

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan-RJ) estima que o estado receberá cerca de 2 mil projetos com investimentos totais de R$ 526,3 bilhões no triênio 2026–2028, segundo a publicação Panorama dos Investimentos divulgada nesta terça-feira (31).

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Do total projetado, 1.882 iniciativas em andamento ou previstas somam R$ 327,6 bilhões, distribuídas por todas as regiões fluminenses e envolvendo setores diversos. Além dessas, o levantamento aponta 79 investimentos potenciais, cujo valor alcança R$ 198,7 bilhões.

Na fase de implementação das obras, a Firjan calcula uma média anual de cerca de 607 mil trabalhadores empregados. Já na fase operacional, os empreendimentos devem gerar aproximadamente 638 mil postos de trabalho, com efeitos mais duradouros no mercado laboral. Em termos fiscais, a entidade projeta arrecadação de R$ 6,4 bilhões durante a execução dos projetos e cerca de R$ 3,8 bilhões por ano na fase de operação.

O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, afirmou que os números refletem confiança de investidores e da cadeia produtiva no estado, apesar do cenário geopolítico internacional. “A nossa estimativa é que haja um ganho no número de empregos e um aumento na contribuição em forma de tributos e impostos, o que trará esperança de dias melhores para o Rio”, disse o presidente.

Segundo Maurício Fontenelle, diretor de Competitividade Industrial, Inovação Empresarial e Comunicação Corporativa da Firjan, três fatores limitam um potencial ainda maior de investimentos: infraestrutura, energia e segurança pública. “Aonde quer que a gente vá, escuta falar da parte logística, principalmente rodoviária, mas também passa por ferroviária e aeroportuária”, afirmou. Ele acrescentou: “A gente tem ainda muito potencial para quantidade e qualidade do serviço de energia, principalmente fora da capital fluminense”. Sobre segurança, observou que “dois em cada três empresários olham para a questão da segurança pública para alocar seus investimentos”.

Isaque Ouverney, gerente de Infraestrutura da Firjan, destacou que a segurança impacta a competitividade por elevar custos de frete em razão do seguro e da necessidade de escolta. “Essa é uma questão nacional que tem a ver com o mercado ilegal, como no roubo de carga, na receptação, na pirataria, no contrabando. Por isso entendemos que as ações efetivas de combate a esse mercado ilegal virão da integração entre União, estados e municípios no combate a esses diferentes elos”, afirmou.

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Setores

O relatório chama atenção para o setor de energia, que concentra R$ 215,7 bilhões em investimentos em andamento, equivalentes a 65,8% do montante mapeado. O segmento de petróleo e gás natural aparece em destaque, com aportes de empresas como Petrobras, Shell e Equinor destinados a exploração e produção.

Em infraestrutura, as concessões devem atrair cerca de R$ 41 bilhões no período, envolvendo obras em trechos das rodovias do projeto Rio–SP (incluindo Presidente Dutra/BR‑116 e Rio–Santos/BR‑101), Rio–Valadares (BR‑116, BR‑465 e BR‑493) e a nova concessão da BR‑040 (Rio–Juiz de Fora). O relatório também ressalta intervenções na Serra das Araras, a renovação da concessão ferroviária da Malha Sudeste operada pela MRS Logística, investimentos no novo terminal de minério de ferro no Porto de Itaguaí, terminais do Porto do Rio de Janeiro e a segunda fase do anel viário de Campo Grande.

Os investimentos na indústria de transformação somam cerca de R$ 25,6 bilhões, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha (Prosub), que inclui a construção de um complexo industrial, quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. Até o momento foram incorporados os submarinos Riachuelo, Humaitá e Tonelero; o quarto convencional, Almirante Karam (antigo Angostura), foi lançado ao mar em novembro de 2025. O primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, Álvaro Alberto, tem lançamento previsto para 2034.

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Na área de desenvolvimento urbano, os investimentos chegam a aproximadamente R$ 20,3 bilhões, com destaque para aportes das concessionárias em saneamento, visando a universalização do abastecimento de água e do esgotamento sanitário em 49 municípios fluminenses ao longo de 12 anos.

 

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A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan-RJ) estima que o estado receberá cerca de 2 mil projetos com investimentos totais de R$ 526,3 bilhões no triênio 2026–2028, segundo a publicação Panorama dos Investimentos divulgada nesta terça-feira (31).

Do total projetado, 1.882 iniciativas em andamento ou previstas somam R$ 327,6 bilhões, distribuídas por todas as regiões fluminenses e envolvendo setores diversos. Além dessas, o levantamento aponta 79 investimentos potenciais, cujo valor alcança R$ 198,7 bilhões.

Na fase de implementação das obras, a Firjan calcula uma média anual de cerca de 607 mil trabalhadores empregados. Já na fase operacional, os empreendimentos devem gerar aproximadamente 638 mil postos de trabalho, com efeitos mais duradouros no mercado laboral. Em termos fiscais, a entidade projeta arrecadação de R$ 6,4 bilhões durante a execução dos projetos e cerca de R$ 3,8 bilhões por ano na fase de operação.

O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, afirmou que os números refletem confiança de investidores e da cadeia produtiva no estado, apesar do cenário geopolítico internacional. “A nossa estimativa é que haja um ganho no número de empregos e um aumento na contribuição em forma de tributos e impostos, o que trará esperança de dias melhores para o Rio”, disse o presidente.

Segundo Maurício Fontenelle, diretor de Competitividade Industrial, Inovação Empresarial e Comunicação Corporativa da Firjan, três fatores limitam um potencial ainda maior de investimentos: infraestrutura, energia e segurança pública. “Aonde quer que a gente vá, escuta falar da parte logística, principalmente rodoviária, mas também passa por ferroviária e aeroportuária”, afirmou. Ele acrescentou: “A gente tem ainda muito potencial para quantidade e qualidade do serviço de energia, principalmente fora da capital fluminense”. Sobre segurança, observou que “dois em cada três empresários olham para a questão da segurança pública para alocar seus investimentos”.

Isaque Ouverney, gerente de Infraestrutura da Firjan, destacou que a segurança impacta a competitividade por elevar custos de frete em razão do seguro e da necessidade de escolta. “Essa é uma questão nacional que tem a ver com o mercado ilegal, como no roubo de carga, na receptação, na pirataria, no contrabando. Por isso entendemos que as ações efetivas de combate a esse mercado ilegal virão da integração entre União, estados e municípios no combate a esses diferentes elos”, afirmou.

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Setores

O relatório chama atenção para o setor de energia, que concentra R$ 215,7 bilhões em investimentos em andamento, equivalentes a 65,8% do montante mapeado. O segmento de petróleo e gás natural aparece em destaque, com aportes de empresas como Petrobras, Shell e Equinor destinados a exploração e produção.

Em infraestrutura, as concessões devem atrair cerca de R$ 41 bilhões no período, envolvendo obras em trechos das rodovias do projeto Rio–SP (incluindo Presidente Dutra/BR‑116 e Rio–Santos/BR‑101), Rio–Valadares (BR‑116, BR‑465 e BR‑493) e a nova concessão da BR‑040 (Rio–Juiz de Fora). O relatório também ressalta intervenções na Serra das Araras, a renovação da concessão ferroviária da Malha Sudeste operada pela MRS Logística, investimentos no novo terminal de minério de ferro no Porto de Itaguaí, terminais do Porto do Rio de Janeiro e a segunda fase do anel viário de Campo Grande.

Os investimentos na indústria de transformação somam cerca de R$ 25,6 bilhões, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha (Prosub), que inclui a construção de um complexo industrial, quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. Até o momento foram incorporados os submarinos Riachuelo, Humaitá e Tonelero; o quarto convencional, Almirante Karam (antigo Angostura), foi lançado ao mar em novembro de 2025. O primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, Álvaro Alberto, tem lançamento previsto para 2034.

Na área de desenvolvimento urbano, os investimentos chegam a aproximadamente R$ 20,3 bilhões, com destaque para aportes das concessionárias em saneamento, visando a universalização do abastecimento de água e do esgotamento sanitário em 49 municípios fluminenses ao longo de 12 anos.

 

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