Mais da metade dos proprietários de micro e pequenas empresas em Sergipe considera que o fim da escala de trabalho 6×1 não deve afetar suas operações, segundo o recorte estadual da 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae. O levantamento foi divulgado em um contexto em que a proposta de redução da jornada semanal sem alteração salarial ainda tramita no Congresso Nacional.
Dos empreendedores sergipanos entrevistados, 50,4% entenderam que a mudança não causará impacto em seus negócios, refletindo uma percepção de estabilidade diante do debate sobre as novas regras trabalhistas. A pesquisa também apontou alto nível de conhecimento sobre a proposta: 77,5% disseram estar informados sobre a alteração da escala, enquanto 22,5% declararam desconhecer o tema.
O analista técnico do Sebrae, Raphael Matos, observou que a leitura dos resultados indica que, para grande parte dos empresários locais, a discussão sobre o fim da escala 6×1 não é, no momento, percebida como um elemento que gere insegurança na operação das empresas.
Para o superintendente do Sebrae em Sergipe, Christiano Lebre, a pesquisa cumpre papel relevante ao captar a opinião dos pequenos negócios sobre pautas que influenciam o ambiente empreendedor. Ele afirmou que os dados do estado permitem direcionar ações voltadas à adaptação dos empreendimentos caso as mudanças avancem.
O levantamento detalha ainda o perfil dos entrevistados no estado: predominância dos setores de serviços (47,3%) e comércio (42,1%), seguidos por indústria (5,8%), construção civil (3,6%) e atividades agrícolas (1,3%). Quanto ao porte das empresas, a amostra foi formada majoritariamente por microempreendedores individuais (MEIs), que representaram 53,6% dos participantes, seguidos por microempresas (40,1%) e empresas de pequeno porte (6,3%).
A Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios é conduzida pelo Sebrae com o objetivo de monitorar a percepção dos empreendedores sobre temas econômicos e conjunturais que interferem no cenário dos negócios. Nesta 12ª edição, além de verificar a opinião sobre a proposta de mudança na jornada de trabalho, os resultados servem de base para a formulação de estratégias destinadas a melhorar produtividade, competitividade e a capacidade de adaptação dos pequenos negócios frente às transformações do mercado.
O estudo ressalta o posicionamento dos empresários sergipanos em linha com a tendência observada nacionalmente, de crescente aceitação ou percepção de menor impacto entre os pequenos empreendedores sobre a proposta de alteração da escala de trabalho.
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